E o sindicato….

Boletim da Oposição Unificada – Abril/ 2015, Parte 2

SEM REAJUSTE, MAS COM DESCONTOS…

O imposto sindical foi descontado do pagamento em março, mesmo sem haver ao menos reposição da inflação. A direção do sindicato poderia ter postergado o desconto, pois a justificativa para descontar em março era em função do reajuste.

A direção do sindicato é grandemente responsável pelo desprezo com que o governo Marinho trata o funcionalismo público, pois, ao longo dos anos, habituou-se a fazer negociações em nome da categoria fechada a quatro paredes com o governo, além de se omitir nas inúmeras ações divisionistas realizadas pelo governo Marinho nas campanhas salariais e em outras discussões de interesse dos trabalhadores, como por exemplo na imposição do estatuto da educação. Além disso, a direção iniciou a campanha salarial tardiamente – a primeira e única assembleia da campanha salarial foi convocada às vésperas da data-base. Uma direção comprometida com os interesses dos trabalhadores deve iniciar o debate da campanha salarial com todos os trabalhadores antes mesmo da aprovação do orçamento do ano seguinte, ou seja, antes de novembro, protocolizar a pauta de reivindicações antes da aprovação do orçamento para, desde o início do ano, fazer pressão coletiva para garantir uma campanha salarial vitoriosa para os trabalhadores. Todavia a direção somente começou a organizar atos – e sem ampla discussão com a categoria – somente após a data-base; não houve uma assembleia para a categoria se posicionar e votar um calendário de lutas.

Essa situação agrava o descrédito da direção do sindicato junto aos trabalhadores, dificultando ainda mais a organização e a mobilização do funcionalismo. Apesar disso, precisamos e devemos seguir na luta, pois somente desta forma poderemos conseguir que nossas reivindicações sejam atendidas.

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Fonte: http://oposicaounificadasbc.blogspot.com.br/

Governo Marinho continua desvalorizando o funcionalismo 

Boletim da Oposição Unificada – Abril/ 2015, parte 1

Desde que assumiu o governo no primeiro mandato Marinho vem desvalorizando o funcionalismo. Nossas perdas salariais se ampliaram apesar de ano a ano haver um aumento no orçamento municipal. Além disso, concursos são cada vez mais escassos e em substituição ao funcionalismo público o governo ampliou as terceirizações dos serviços que tornam mais precárias as condições de trabalho e de salário. Os ataques ao funcionalismo municipal foram enormes: extinção da FUPREM contra a vontade expressa pela categoria em assembleia, não implantação do PCCS que de fato valorize o funcionário, aprovação de um estatuto dos profissionais da educação que é prejudicial aos trabalhadores e à educação e que foi rejeitado em assembleia, não atendimento às reivindicações da GCM, abertura de processo administrativo contra os GCMs que apoiaram os profissionais da educação na luta contra o projeto de estatuto de Marinho, atraso no pagamento das férias de 2015 dos profissionais da educação, falta de condições de trabalho em todos os setores (os materiais de uso no trabalho estão cada vez mais insuficientes, faltam equipamentos de proteção individual e uniformes, vários prédios estão sem manutenção, prédios recém-construídos apresentam problemas estruturais etc).

Não bastasse tudo isso, o governo se recusa a negociar a campanha salarial com os trabalhadores. O custo de vida que está aumentando a cada dia, a inflação, os tarifaços e os ajustes fiscais implementados pelo governo Dilma após as eleições minam o bolso do funcionalismo público e o governo Marinho mais uma vez dá as costas aos trabalhadores.

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Fonte: http://oposicaounificadasbc.blogspot.com.br/

Plenária da Oposição Unificada

Acontecerá no próximo sábado, 25 de abril, a 3ª Plenária da Oposição Unificada!
Nestas plenárias, os servidores públicos de São Bernardo do Campo aprofundam o debate sobre a organização de um sindicato classista, ou seja, instrumento de organização e unidade na luta a serviço dos trabalhadores, A partir destas discussões, estamos construindo propostas concretas para transformar o nosso Sindserv em uma organização democrática, representativa, apartidária, independente de governo e de centrais sindicais governistas, pelegas e patronais, retomando, assim, a credibilidade do sindicato e recolocando-o sob o poder dos trabalhadores.

Gente, está difícil!…

Gente que acredita que só porque dizem que viram algumas pessoas recebendo ajuda de custo em uma manifestação todas as demais pessoas receberam também;

Gente que acredita que é errado que pessoas que não tem como pagar a alimentação e o transporte recebam ajuda de custo;
Gente que acredita que isso não acontece nas manifestações que pretendem ir;
Gente que acredita que só porque as pessoas estão vestidas majoritariamente com outras cores que não as da bandeira brasileira é impossível que defendam interesses do povo brasileiro;
Gente que acredita que todos os que vestem  e carregam a bandeira brasileira defendem os mesmos interesses, e que estes interesses favoreçam a todos; 
Gente que acredita que corrupção se resolve trocando só a presidente, que nem acusada de envolvimento em corrupção foi;
Gente que acredita que todos os que criticam o governo Dilma, inclusive eu, possuem exatamente as mesmas motivações, e por isso são amigas delas, afinal “o inimigo do meu inimigo não é meu amigo”?
Gente que acredita que o mst é formado por um bando de vagabundos e manda-os procurarem emprego, e não se dão conta que o mst existe justamente porque o latifúndio e o agronegócio exclui do trabalho na terra essas milhares de pessoas que não tem terra para trabalhar;
Gente que acredita que porque eu disse isso acredito que todos os que são do mst são santos;
Gente que acredita que o psdb inventou a corrupção e o pt aperfeiçoou;
Gente que acredita que é possível acabar com a corrupção sob o capitalismo, e não percebe que o capitalismo é um modo de produção corrompido por natureza;
Gente que acredita que o Brasil deve seguir o exemplo da China, pois lá tem leis severas contra a corrupção, e critica a China porque as leis severas adotadas constituem parte de um sistema que pretensamente é socialista, e acusado de ser comunista;
Gente que acredita que o pt é comunista e que está implantando um governo bolivariano no Basil;
Gente que vai às ruas protestar legitimamente contra o aumentos de impostos, de juros, de tarifas, contra os cortes nos investimentos sociais de braços dados com os empresários que continuam sendo beneficiados pelo governo ao não revisar a tabela do imposto de renda, ao elevar os juros e as tarifas, e ao cortar gastos em investimentos sociais;
Gente que acredita que não havia corrupção nos governos militares, que todas as pessoas eram felizes e que havia emprego para todos;
Gente que precisa estudar sobre a História brasileira;
Gente que acredita que todos que não apoiam Dilma são elite, alienados ou fazem o jogo da burguesia;
Gente que acredita que todos os que apoiam Dilma são corruptos, alienados, e que nenhum deles defende interesses dos trabalhadores;
Gente que acredita que é burro que não votou no Aécio, que se revolta por Dilma ter dito em campanha que não implantaria os ajustes fiscais e cortes de direitos que o psdb praticava e pratica quando governo;
Gente que acredita que com o psdb seria diferente, e melhor;
Gente que expõe com orgulho o ingênuo cartaz “A culpa não é minha, eu votei no Aecio”;
Gente que acredita estar defendendo a democracia xingando, ofendendo, caluniando e praticando toda sorte de autoritarismos;
Gente que acredita que liberdade de expressão é poder dizer é compartilhar  qualquer coisa, mesmo acusações falsas, sem se responsabilizar pelas consequências;
Gente que acredita que democracia é  libertinagem e imposição de suas ideias no grito;
Gente que acredita que é possível democracia de verdade no capitalismo;
Gente que acredita que o mundo é classificado em petistas e antipetistas;
Gente que vive compartilhando salmos e provérbios bíblicos e mensagens de ódio, afinal “só Cristo salva”…
Gente que acredita que só porque escrevi tudo acima sou petista ou que esteja fazendo a defesa do governo Dilma…
 
Gente, gente, gente… Está difícil! 

Para comemorar a Copa, a PM de São Paulo lança bombas contra a população

Por Leonardo Sakamoto

02/07/2014

Fonte: http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2014/07/02/para-comemorar-a-copa-a-pm-de-sao-paulo-lanca-bombas-contra-a-populacao/

*

A polícia de São Paulo está aproveitando a Copa do Mundo para fazer tudo o que não faria caso estivesse sendo monitorada pela mídia e pela sociedade civil.

OK, a bem da verdade, ela faria tudo isso mesmo assim. Mas, talvez, não estaria tão à vontade quanto agora. E as repercussões de arbitrariedades iriam mais longe.

Enfim, apesar de junho já ter passado, estamos ainda nas folias de São João. E a polícia, como boa representante das tradições, trouxe as bombas.

Na noite desta terça (1), policiais lançaram bombas e dispararam balas de borracha contra pessoas que participavam de um ato/debate na praça Roosevelt, no centro da capital, sobre o direito à liberdade de expressão e pela libertação do estudante Fábio Hideki Harano e do professor Rafael Marques Lusvarghi. Ambos haviam sido presos durante um ato contra gastos da Copa e acusados de associação criminosa, incitação à violência, resistência à prisão, desacato à autoridade e porte de artefato explosivo. A polícia, contudo, não apresentou provas consistentes que embasassem as acusações até agora e a imediata soltura têm sido exigida por ativistas e defensores dos direitos humanos. A prisão também foi criticada por organizações internacionais, como a Human Rights Watch.

Como por aqui o ônus da prova é da inocência e não da culpa e mesmo quando ele é apresentado, prende-se ou lincha-se, essa situação triste infelizmente não é uma novidade.

A PM, que não contava com identificação em todas as suas fardas, revistou e anotou nomes de pessoas que participaram do ato, detiveram e agrediram advogados que estavam dando apoio ao ato e integrantes do Movimento Passe Livre, usaram de violência contra os presentes e impediram jornalistas de gravar parte da ação policial, usando para isso, de acordo com relatos dos colegas, gás de pimenta – entre outras tantas homenagens ao regime democrático.

Horas mais tarde, na madrugada desta quarta (2), a Polícia Militar disparou uma bomba de efeito moral na Vila Madalena para tentar dispersar os torcedores que transformaram as noites do bairro em balada durante a Copa. Entendo as dificuldades vividas pelos moradores e trabalhadores da região com os festejos que estão reunindo dezenas de milhares de pessoas sem que haja estrutura para recebê-los. Mas, definitivamente, não é com bomba de efeito moral que isso se resolve.

A polícia tem que ser mais fria que o cidadão em qualquer circunstância. Se a sua missão for garantir a segurança de todos, ela deveria cumprir isso evitando confrontos. Engolindo mais sapos se for necessário, afinal ela não está em guerra com a sua própria gente. Muito menos em uma competição para ver quem tem mais poder. Porque isso já deveria ser claro: não é ela, mas o povo.

E, para isso, a polícia tem que estar preparada, principalmente psicologicamente. Mas não está.

Não, policiais não são monstros alterados por radiação após testes nucleares em um atol francês no Pacífico. Não é da natureza das pessoas que decidem vestir farda (por opção ou falta dela) tornarem-se violentos. Elas aprendem. Através das ordens questionáveis que recebem de gestores públicos, no cotidiano da instituição a que pertencem (e sua herança mal resolvida), na formação profissional que tiveram, na exploração diária como trabalhadores e na internalização de sua principal missão: manter o status quo.

Investido de poder para cumprir essa missão, o policial aprende a não ser contrariado ou atacado. Sentiu-se desautorizado em um ato. Manda bomba. Viu rojões sendo jogados em sua direção. Manda bomba. Foi hostilizado por dependentes químicos? Manda bomba.

O problema não se resolve apenas com aulas de direitos humanos e sim com uma revisão sobre o papel e os métodos da polícia em nossa sociedade. Setores da polícia estão impregnados com a ideia de que nada acontecerá com eles caso não cumpram as regras. Outra parte sabe que a mesma sociedade está pouco se lixando para eles e suas famílias, pagando salários ridículos e cobrando para que se sacrifiquem em nome da “ordem”.

Parte da população apoia esse tipo de comportamento policial. Gosta de se enganar e acha que se sente mais segura com o Estado agindo dessa forma. Essas pessoas são seguidoras da doutrina: “se você apanhou da polícia, é porque alguma culpa tem”.

E se não se importam com inocentes que apanham ou são mandados para a cadeia, imagine então com quem é culpado. Para eles, é pena de morte e depois derrubar a casa e salgar o terreno onde a pessoa nasceu, além de esterilizar a mãe para que não gere outro meliante.

Enfim, mais do que um país sem memória e sem Justiça, temos diante de nós um Brasil conivente com a violência como principal instrumento de ação policial.

Não raro, quando critico ações policiais, páginas que defendem a corporação me prometem sessões de tortura e outros afagos. Não conseguem separar uma crítica à forma com a qual a polícia age e a necessidade de existir uma polícia treinada, capacitada e bem remunerada para fazer frente às demandas da sociedade.

Eu estou torcendo para que as imagens da praça Roosevelt e da Vila Madalena corram o mundo. Como disse um amigo, quem sabe se tornando a PM mais conhecida internacionalmente pela parte negativa de seus feitos, não faz com que ela seja repensada.

Em tempo: Tudo o que aconteceu entre terça e quarta é culpa dos malditos fãs desse teatro de pão e circo esportivo que distrai as massas e faz com que esqueçam de sua capacidade de mobilização, criando um vácuo de consciência e aprofundando a alienação com a ajuda dos interesses de corporações transnacionais, no sentido de nos transformar em gado ruminante, satisfeitos com migalhas que caem da mesa do banquete do grande capital global para o qual não fomos convidados?

Putz… (suspiro). Menos, por favor. Detesto essa mania de querer encontrar culpados onde eles não estão. Entendo a frustração de quem se dedica a uma causa importante. Mas esse tipo de discurso, que aparece aqui e ali no desespero, acaba por transferir a responsabilidade para longe do poder público.

Nos últimos 13 anos, trabalhei contra a escravidão contemporânea praticamente todos os dias. E mesmo diante da inação coletiva frente a uma das mais violentas formas de exploração do ser humano, nunca abri a boca para reclamar que havia gente gozando de seu tempo para outra coisa quando poderia estar ajudando. Não é assim que se convence o outro de nada.

Nem sempre as pessoas podem ou querem estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Afinal, elas perdem entes queridos, ficam doentes, tem problemas pessoais. Ou simplesmente estavam assistindo a um jogo.

Tenho lido reclamações na rede e visto discussões fratricidas que não contribuem em nada para o reestabelecimento da dignidade perdida. Pelo contrário, só ajudam quem não tem interesse em garantir direitos.

O que me leva a reforçar algo sempre esquecido: muitas causas são válidas e não apenas as que tomamos para nós mesmos.

Sobre assembleias, agressões e perspectivas…

Nota da Pedra Lascada: Posteriormente, será publicado o texto completo, contextualizando a situação. Pelo momento, considero urgente fazer algumas ponderações a respeito do ocorrido na assembleia convocada pela diretoria do Sindserv/SBC, ao dia 30 de maio de 2013 (diga-se de passagem, convocação contestável, porque o Artigo 30 do Estatuto do sindicato estabelece que as assembleias extraordinárias sejam convocadas com antecedência de 48 horas, o que não aconteceu).[M.S]

*

Infelizmente, vivemos num país cuja cultura autoritária ainda é bem marcante, quiçá predominante. Veja o caso da ditadura militar: entre a instauração e o seu fim agonizante, foram precisos 21 anos sob torturas, mortes, assassinatos e perseguições de tudo quanto é tipo, 21 anos! 21 anos de resistência! E, ainda assim, a cultura é muito forte… Está impregnada na prática institucional e nas mentes de muita gente. Com a diretoria do nosso sindicato não é diferente. A violência que praticaram foi gravíssima – não pelos apertões, chutes, empurrões, agressões verbais e físicas… Foi grave porque atenta contra a democracia, contra o direito inalienável à livre expressão, contra a própria organização sindical. Não foram um ou dois, três ou quatro que me agrediram, embora tenham uns três ou quatro pessoalmente se exaltado, em vias de me derrubar do caminhão de som… Foi toda a diretoria do sindicato, pela ação e pela omissão; afinal, a agressão física objetivou impedir o nosso exercício democrático à expressão, e como disse o presidente do sindicato, em alto e bom som: não deixar os trabalhadores falarem foi uma decisão da diretoria. Decisão esta respaldada legalmente pelo quê? Pelo estatuto do sindicato que não é! Pela Constituição Federal muito menos! Talvez pelo Ato Institucional nº 05… Mas este, eles esquecem que já não vigora mais… Enquanto estava lá sendo ameaçado, empurrado, prensado contra as grades do caminhão, o presidente do sindicato se fez de cego e surdo, se omitiu e continuou a assembleia, como se nada tivesse acontecendo, impôs a votação e autoritariamente impediu que nós, funcionários públicos, manifestássemos a nossa opinião. É, pois, responsabilidade de toda diretoria, coletiva e individualmente, porque eles agiram de forma premeditada e organizadamente, usando de todos os meios – inclusive da agressão física – para impedir a nossa manifestação. Sendo assim, torno público que se as ameaças contra a minha integridade física (efetuadas por um dos diretores do sindicato) se concretizarem, responsabilizo a toda a diretoria do sindicato.. Não bastasse tudo isso, a diretoria continua utilizando os meios de comunicação do sindicato para caluniar os trabalhadores, para tentar jogarmo-nos uns contra os outros, como se estivéssemos contra aumento para os celetistas, e como se estivéssemos brigando somente porque não teríamos sido “contemplados” na proposta. É um acinte o que fazem! É calunioso, porque impediram que manifestássemos nossas opiniões, e agora usam dos meios que nós mesmos financiamos para tentar colocar palavras em nossas bocas!!! E ainda tivemos de ouvir: “Isso é democracia”. E depois de tudo, o mais irônico foi ouvir de um diretor do sindicato: “Meu querido diretor, eu te respeito muito”… Vê-se por aí como a síndrome do micropoder afeta as mentes alucinadas de certas pessoas. Se já não se dão ao respeito, por que ter a esperança que entendam que respeito é uma coisa, truculência é outra? Depois, ainda fingem se ofender quando os trabalhadores, em coro, os chamam de vendidos… Deveriam ter um mínimo de vergonha e, pelo menos, pararem com a hipocrisia.

Quanto ao sindicato, insisto: uma coisa é a diretoria, outra coisa é a instituição. Não é o sindicato que não nos representa; quem não nos representa é a diretoria do sindicato! Com isto quero dizer que a única forma de impedir que continuem falando em nosso nome, não é nos afastando, é justamente o contrário: é ocupando os espaços de participação. A diretoria não deixará de agir autoritariamente porque as pessoas estão se afastando, se desfiliando etc… Pelo contrário, os espaços vazios que vamos deixando são ocupados cada vez mais pelos oportunistas e pelos autoritários de plantão. O fato de as pessoas fecharem os olhos, não ir às assembleias e esquecer que eles existem, não os fará deixar de existir enquanto dirigentes (maus dirigentes) sindicais, não os fará deixar de se fechar em gabinetes com os governos de plantão e fazer os acordos contra os trabalhadores… Além do mais, quem esteve na assembleia pode perceber que a indignação não é exclusividade dos profissionais da educação, pois é compartilhada pelos funcionários públicos de todos os setores, sem distinção! Não foi a educação apenas que mais uma vez está sendo prejudicada e traída, foram todos os trabalhadores públicos municipais de São Bernardo do Campo.

Somente a nossa união pode por um fim no autoritarismo e no peleguismo da direção sindical, somente a nossa união pode fazer do nosso sindicato uma organização forte, legítima, representativa, que nos represente de direito e, principalmente, DE FATO!

Por isso, àqueles que, no calor do momento, na manifestação justa de sua indignação, manifestam o desejo de construir outro sindicato, ou de se desfiliar, ou de deixar de participar do sindicato, eu insisto: a indignação é legítima e necessária, e precisamos sim nos organizar para combater o autoritarismo, o burocratismo e o peleguismo da direção sindical, porque essa diretoria está prejudicando todo o funcionalismo público municipal e, por tabela, toda a população, pois somos nós que no exercício de nossas funções garantimos a efetivação dos direitos da população. É preciso sim construir novos canais de participação, e sobretudo, mais do que nunca, ocupar os canais existentes, exigir a efetivação dos canais de participação. O esvaziamento e a ausência pode até nos evitar o desprazer de ter que lidar com a triste realidade de que, em pleno século XXI, ainda existem seres humanos truculentos e afeitos ao autoritarismo de toda ordem, seres humanos que colocam seus projetos pessoais acima de todos e contra o coletivo… Mas, por outro lado (o lado mais cruel), o esvaziamento e a ausência colabora com a perpetuação desse tipo de sindicalismo – patronal, pelego, burocrático e autoritário.

Votação da SBCPrev: quem votou a favor, quem votou contra, quem ficou em cima do muro…

Vereadores que votaram contra: Ferro, Camolesi, Tudo Azul, Marcelo Lima e Vandir. O resto traiu os servidores publicos.

Vereadores que votaram contra os funcionários públicos e contra os munícipes: Zé Ferreira (PT), Toninho da Lanchonete (PT), Tião Mateus (PT), Matias Fiuza (PT), Paulo Dias (PT), Luizinho (PT), Pastor Ivanildo (PSB), MIranda da Fé (PSB), Ary de Oliveira (PSB), Cabrera (PSB), Gilberto FRança (PMDB), Tunico Vieira (PMDB), Mauro Miaguti (DEM), SERGIO DEMARCHI (PSB). Abstenção vergonhosa: Fábio Landi (DEM).

 Troféu Pinochet/ Fujimori para o vereador Minami (PSDB), presidente da Câmara, que botou a polícia pra vigiar e revistar trabalhador e conduziu a votação com mãos de ferro.

Troféu Pinóquio para o vereador SÉRGIO DEMARCHI, que mandou e-mails para os servidores dizendo que votaria contra o projeto da SBCPrev, mas votou CONTRA OS TRABALHADORES. Que a nossa memória não se apague. 2012 vem aí!

SBCPrev aprovada. Cerca de 40 novos cargos comissionados. Gastos que passarão de 400 mil reais/ano para cerca de 22 milhões ao ano. Quem paga por isso? Nós, trabalhadores e munícipes.

Que a nossa memória não se apague. 2012 vem aí!

Democracia – é assim que se faz?!

Sob o título “Oposição deve ter responsabilidade”, a diretoria do Sindserv/SBC publicou um texto no site da entidade nesta sexta-feira, 19 de agosto, novamente fazendo propaganda de si mesma, exaltando feitos não realizados e tecendo indiscriminadamente acusações à oposição.

Em se tratando desta diretoria, não é nenhuma novidade esse uso indevido da estrutura do sindicato, de seu site e dos boletins impressos que deveriam ser instrumentos de organização e de formação do funcionalismo público, ao invés de servirem para autopromoção e para calúnias contra trabalhadores.

O que surpreende é a desfaçatez com que a diretoria manipula informações, distorce fatos e mente, apresentando-se ao funcionalismo como os pais da democracia sindical e, pior ainda, tentando desmoralizar e colocar em descrédito os seus próprios associados.

É mais do que notório que, ao longo desta gestão, somente a Oposição Alternativa Democrática tem se apresentado publica e expressamente como “oposição à atual diretoria” do Sindserv, inclusive utilizando exatamente esta mesma expressão em vários de seus boletins. E por terem posicionamento crítico a esta gestão do Sindserv, os membros da Oposição Alternativa Democrática participam ativamente das atividades do Sindicato e, apesar dos inúmeros obstáculos criados pela própria diretoria, têm efetivamente atuado pelo fortalecimento do Sindicato e pelos direitos dos trabalhadores públicos, integrando Comissões Setoriais, contribuindo no planejamento, organização e realização de reuniões e
atos com a categoria. A Oposição Alternativa Democrática sempre incentivou a participação consciente e a sindicalização dos trabalhadores, demonstrando coerência, responsabilidade e compromisso com os interesses coletivos do funcionalismo público.

Fazendo uso desta notoriedade, a diretoria tenta induzir ao engano os trabalhadores ao usar a expressão “alternativa” (“a oposição teve quatro anos para construir uma alternativa à atual Diretoria”) e ao omitir sobre a quem está se referindo quando, em suas acusações, refere-se a “membros que fazem parte da oposição à atual diretoria” que teriam supostamente agido de forma antidemocrática. Assim, do modo que escreve, deixa largas margens para que os trabalhadores pensem que o grupo que teria feito as supostas baixarias seja a Oposição Alternativa Democrática.

Acontece que a Oposição Alternativa Democrática não tentou inscrever chapa para esta eleição, cujo processo já começa viciado pelo próprio Estatuto que favorece os que já estão  direção do Sindicato e, principalmente, os grupos que são apoiados pelo governo de plantão, como é o caso da atual diretoria do Sindserv, vinculada à CUT, central que tem trânsito livre dentro da administração, pois apóia e é berço político do prefeito Luís Marinho.

É verdade que “este Estatuto foi criado pela gestão anterior, justamente para dificultar a inscrição de chapas [mas não de todas as chapas, somente as das oposições!] e tentar manter eternamente na Direção o grupo que à época administrava o Sindicato”, porém, o que a atual diretoria não diz é que aquele grupo fez as alterações sob orientações da CUT que, repetimos, continua dando sustentação ao grupo que hoje dirige o Sindserv/SBC e à sua chapa. Em outras palavras: as pessoas podem não ser as mesmas da gestão anterior, mas a política de condução do Sindicato é. Diante disso, fica mais do que evidente que a atual diretoria não trabalhou pelas alterações no Estatuto para agora também utilizá-lo com a mesma finalidade, ou seja, tentar manter-se eternamente à frente da entidade e continuar servindo aos interesses da administração Marinho, e não aos trabalhadores.

É importante lembrar que tão logo a administração petista foi eleita onze diretores do Sindserv/SBC abandonaram a direção para assumir cargos de confiança na administração e ajudar na implementação da política de terceirização, desrespeito e desvalorização dos trabalhadores e das trabalhadoras públicas.

A ordinária comparação do processo de eleição do Sindserv com “uma partida de futebol num campo esburacado” é mais uma tentativa de ludibriar os trabalhadores públicos.

As dificuldades não são as mesmas e o processo é viciadíssimo, para não dizer autoritário! Em primeiro lugar porque quem joga no campo da administração tem uma larga vantagem sobre os adversários, já que goza do fácil trânsito entre as unidades administrativas – inclusive com a possibilidade de o próprio patrocinador indicar “jogadores” para o time e depois convocá-los para atuar na administração, quer dizer, na seleção; soma-se a isso o fato de que a chapa da diretoria é formada basicamente pelos membros da diretoria atual, que além de terem tempo livre para realizarem toda sorte de articulações, mesmo que a partir de regras preexistentes estabelecem as condições do jogo (quando começa, quando termina etc) e não apenas possuem acesso privilegiado às informações como também conduzem o processo de inscrição das chapas – de si mesma e das adversárias – atuando ao mesmo tempo como copatrocinadora, concorrente e juíza neste campeonato. Desta forma, a diretoria e sua chapa decidem com quem vão concorrer, e se vão concorrer com alguém.

No campeonato eleitoral patrocinado por esta diretoria, ela decidiu jogar sozinha para não correr o risco de perder o jogo.

Mais: O Estatuto do Sindserv estabelece que o Edital de Convocação das Eleições deve ser publicado em jornal de grande circulação na região, porém a diretoria publicou o Edital em um jornal de baixa circulação e, conseqüentemente, de poucos leitores. Por que será?

E outra: pelas regras do Estatuto do Sindserv, somente após a inscrição das chapas é constituída a Comissão Eleitoral, cujos membros são indicados pelas chapas inscritas e eleitos em assembléia. Ora, da mesma forma que é uma aberração pessoas não associadas concorrerem à disputa de uma entidade sindical, também não é de se estranhar que a Comissão Eleitoral, que deve conduzir o processo de eleição com independência e imparcialidade, seja constituída por membros e apoiadores das chapas?!

Agora, vejam a gravidade da situação: no caso da eleição em curso, como se já não bastassem inúmeras dificuldades criadas pelo próprio Estatuto, a diretoria convocou assembléia para eleição da Comissão Eleitoral para as 17h30, horário de serviço de grande parte do funcionalismo, criando, assim, novos obstáculos à participação dos trabalhadores e garantindo maioria na assembléia. Com esta manobra, a chapa da diretoria elegeu uma Comissão Eleitoral com membros indicadas por ela mesma. Dito de outra forma, quem julgaria um pedido de impugnação da chapa da diretoria, seria a própria chapa!!!

A isso se chama lisura do processo? A isso se chama transparência? Seria, de fato, “o mesmo campo, as mesmas regras e o mesmo juiz”?! Com todas as condições de favorecimento que tem a diretoria, a dificuldade em montar sua chapa só se deu mesmo pelo descrédito que angariou perante o funcionalismo!

O Estatuto do Sindserv dificulta a formação das chapas ao exigir que elas sejam compostas por funcionários de todas as unidades administrativas e condena ao esvaziamento do sindicato ao atrelar a uma única chapa a diretoria, o conselho fiscal e o conselho de representantes, que deveriam resguardar autonomia entre si. Como poderiam os pareceres do Conselho Fiscal ter qualquer credibilidade se este Conselho está comprometido politicamente com a diretoria que administra os recursos?

O Edital de Convocação das Eleições, publicado por esta diretoria, foi bem categórico ao estabelecer que nenhuma chapa seria inscrita se não estivesse conforme as exigências do Estatuto. Porém, a diretoria mente sem qualquer pudor ao dizer que em 2007 apresentou chapa completa e mente também ao dizer que nas eleições deste ano inscreveu sua chapa com representantes de todas as unidades administrativas. Basta ler o boletim nº 17, de agosto deste ano, para saber que a chapa da diretoria também está irregular, haja vista não ter representantes de todas as unidades administrativas.

 A diferença é que em 2007 a atual diretoria, após inscrever sua chapa sem cumprir as exigências do Estatuto, entrou com processo contra a impugnação e, nesta eleição, o presidente do sindicato, também candidato, inscreveu sua chapa incompleta e, apesar da arrogância com que a diretoria diz “Para tudo existem regras, e é obrigação de quem conduz o processo observá-las”, seguindo o velho lema “aos inimigos a lei” impugnou uma chapa concorrente pelos mesmos motivos!

De fato, a diretoria não se desviará nem um milímetro para fora da senda reta, pois está há quilômetros de distância dela!!! Inscrevendo a si mesma, e árbitra de um jogo sem concorrentes, quem garante que a diretoria não acrescentará retroativamente (se já não os acrescentou) os nomes que faltam para completar sua chapa?

À diretoria do Sindserv/SBC, que argumenta a legalidade de suas ações autoritárias sob a bandeira do Estatuto golpista, nunca é demais lembrar que também o regime militar teve, nas leis, a sustentação para a ditadura e para toda sorte de repressão.

Somente o desespero explica – mas não justifica – lamentável atitude. Desespero de quem sabe que está terminando um mandado de quatro anos sem ter cumprido os seus compromissos, sem ter conquistado melhorias de trabalho e de salário para toda a categoria e, para piorar, de quem pouco contribuiu para elevar o nível de organização dos trabalhadores; desespero de quem deveria representar os trabalhadores, porém, à frente da direção do Sindserv, coloca em primeiro lugar os interesses de seu partido e, na condução dos atos e assembléias, costuma se apresentar mais como “advogado” da administração petista do que representante dos trabalhadores;  desespero de quem entregou de bandeja as campanhas salariais durante sua gestão, assistindo calados a administração jogar trabalhadores contra trabalhadores ao organizar reuniões em horário de serviço com setores do funcionalismo para forçá-los a acatar suas imposições, numa atitude de explícito desrespeito à autonomia sindical; desespero de quem vendeu a campanha salarial deste ano por míseros 6% de reajuste e, de quebra, matou a campanha salarial de 2012, ao dividir este reajuste, atrelando-o à campanha do ano que vem e, ainda, proclama cinicamente esta vergonha como uma grande conquista dos trabalhadores públicos; finalmente, desespero de quem, para ser eleito, assumiu o compromisso de mudar o estatuto autoritário do sindicato e agora vem com desculpas esfarrapadas por não ter feito as mudanças necessárias!

Além do mais, para bom entendedor a meia palavra basta, pois a desculpa dada pela diretoria deixa bem claro que não pretende promover as assembléias para que o funcionalismo torne democrático o Estatuto de seu Sindicato.

Afinal, façamos de conta que a gente acredita que, em quatro anos, a diretoria não tentou realizar as mudanças estatutárias em razão dos múltiplos ataques da administração Marinho aos direitos dos trabalhadores e por conta da quantidade de sócios do Sindicato. Então, se for assim, este Estatuto não mudará nunca!

Primeiro porque o papel do Sindicato é exatamente organizar a luta pela garantia dos direitos dos trabalhadores (coisa que a atual diretoria fez pessimamente), e como ainda estamos no capitalismo, tanto administrações petistas – que se dizem de esquerda –, como outras administrações declaradamente de direita ou de centro, estão comprometidas predominante ou integralmente com a manutenção do capitalismo, e não com os direitos dos
trabalhadores!

A segunda desculpa é ainda mais pitoresca! A não ser que a diretoria cutista esteja torcendo pelo aprofundamento das terceirizações e continue atuando de forma a ampliar o descontentamento da categoria com a sua organização sindical para que as desfiliações caminhem a passos largos até o Sindicato ter uma quantidade bem pequena de sócios…

Quanto disparate! A diretoria alega dificuldades em mudar o caráter golpista e autoritário do
Estatuto, mas não teve dificuldade nenhuma em realizar assembléia para aumentar o valor das mensalidades!

Temos certeza de que a maioria das pessoas que deu o nome para a formação da chapa da diretoria não tem conhecimento desses fatos, e, mais do que isso, não concorda, não apóia e não compactua com essas manobras típicas da política cutista, por isso fazemos um chamado público para estes colegas retirarem seus nomes da chapa da diretoria e construir, com a Oposição Alternativa Democrática, ações concretas pela união dos trabalhadores e pela democratização e fortalecimento da organização sindical.

Mesmo com mais esta ação irresponsável e de baixo nível da diretoria do Sindserv, a Oposição Alternativa Democrática continuará ao lado dos trabalhadores com quem e por quem sempre esteve na luta. Por isso, convocamos todos e todas para continuar participando
da luta por um PCCS construído pelo funcionalismo e contra o Projeto de Lei autoritário e equivocado do SBCPrev.

Nosso orgulho não está em conquistar poder, mas sim em poder conquistar coletivamente condições dignas de trabalho, salários decentes, valorização e respeito para todas e todos os trabalhadores e trabalhadoras, sem distinção!

OPOSIÇÃO ALTERNATIVA DEMOCRÁTICA

AGOSTO DE 2011