SBCPrev: Ação dos trabalhadores impede votação. A próxima batalha é dia 31 de agosto!

Em 24 de agosto, última quarta-feira, os vereadores de São Bernardo do Campo tentaram votar o Projeto de Lei que cria a SBCPrev sem permitir que os trabalhadores públicos, principais interessados na matéria, tenham tempo de discutir.

Entre vários problemas apresentados (26, segundo o Conselho Gestor da Fuprem), os principais estão a perda do poder de representatividade dos funcionários públicos, a criação de cerca de 40 cargos comissionados com salários exorbitantes, e sem a exigência de serem funcionários de carreira e, com isso, o aumento  estratosférico dos gastos com a autarquia, que passará à casa dos 5 milhões de reais ao ano, custeados pelos nossos próprios salários e pelos impostos pagos pelos municípies de nossa cidade.

Se o PL que cria a SBCPrev for aprovado, os funcionários públicos de São Bernardo do Campo perderão o poder de decidir os rumos da previdência e, ainda, terão sua futura aposentadoria nas mãos de pessoas que não fazem parte do quadro do funcionalismo público sãobernardense.

As Comissões da Câmara Municipal que dão os pareceres jurídicos e financeiros a respeito dos projetos de leis apresentados não aprovaram a PL da SBCPrev, ao contrário, apontaram diversas irregularidades. E embora tramite no Congresso Nacional um PL que estabelecerá novas regulamentações sobre as previdências públicas (o que poderá fazer com que a SBCPrev seja aprovada já natimorta), a administração Marinho insiste em manter o regime de urgência para a votação.

15 dos 21 vereadores votaram com o governo municipal contra o adiamento da votação, impossibilitando que os funcionários públicos conheçam e debatam o PL da SBCPrev.

A bancada de sustentação, ainda, tentou passar uma rasteira nos servidores: após pausar a sessão por 30 minutos com o pretexto de conversar com representantes do Conselho Gestor da Fuprem, Sindserv e representantes das Comissões Setoriais, em uma sala anexa na Câmara, e quando este tempo estava chegando ao fim sem que as emendas apresentadas no dia pela administração tivessem sido discutidas, o líder do governo propôs que os vereadores fossem ao plenário para adiar a sessão por mais 30 minutos e logo em seguida retornassem à sala para discutir as emendas com os representantes dos servidores, sugerindo que os mesmos aguardassem, na sala, o retorno dos vereadores.

Estando na sala neste momento, alertei aos demais colegas que não deveríamos aguardar o retorno dos vereadores porque poderíamos estar sendo vítimas de uma manipulação, o que gerou desconforto entre os vereadores e protesto particular de um deles, que gritou que eles não eram moleques para falar uma coisa e fazer outra.

Tivéssemos esperado na sala, o golpe estaria completo, pois o líder do PT, ao invés de propor a suspensão da sessão por mais 30 minutos, estava propondo que os vereadores votassem para que a sessão fosse considerada permanente. Esta manobra foi denunciada pelos servidores e vereadores da oposição. Contudo, a despeito das manifestações dos presentes, os 15 vereadores permaneceram indiferentes e insensíveis aos apelos dos funcionários públicos.

Ato contínuo, após a leitura do parecer jurídico, contrário à PL do SBCPrev, o presidente da Casa tentou colocar em votação a aprovação de tal parecer, o que levou os trabalhadores a ocuparem o plenário da Câmara para impedir a votação.

A este respeito, é necessário esclarecer que a possibilidade de ocupação do plenário da Câmara foi debatida na Assembleia do dia 18 de agosto, no Sindserv, tendo sido sugerida pela Oposição Alternativa Democrática que, na ocasião, já apontava como elemento indicativo desta necessidade o fato de a Comissão Mista ter se recusado a aprovar, no dia da audiência pública (terça-feira, 16 de agosto), o requerimento para que o executivo municipal retirasse o PL da Câmara, adiando tal discussão para quinta-feira (18), a portas fechadas. A avaliação feita pela Oposição Alternativa Democrática mostrou-se correta quando, no dia 24, durante a sessão, tivemos conhecimento de que a Comissão Mista, composta pelas lideranças dos partidos na Câmara, rejeitou o requerimento de retirada da PL.

O mais importante é que a sugestão foi certeira, porque a ação deu resultado. Se bem que é no mínimo antiético os diretores do Sindserv continuarem utilizando as mídias do Sindicato para autopromoção ao tentar vender a imagem de que foram eles que, no calor do momento durante a sessão, tiveram a ideia de ocupar o plenário.

Quem esteve na assembleia do dia 18, no Sindserv, foi testemunha de que um dos diretores, inclusive, chamou de demagogia as propostas da Oposição Alternativa Democrática que, aliás, foram todas mais uma vez aprovadas na assembleia (entre as quais: ato contra a SBCPrev durante o desfile cívico-militar, com distribuição de informativos aos munícipes e faixa com os dizeres “Não à SBCPrev”; e ocupação da plenária caso os vereadores insistissem em votar o PL).

Com o adiamento da votação da SBCPrev, ganhamos mais fôlego para nos organizarmos para a sessão do dia 31 de agosto. Somente a organização e mobilização geral do funcionalismo poderá garantir que os servidores conquistem o direito de debater e decidir sobre os rumos da previdência pública municipal. Converse com os colegas em seu local de trabalho, organize-se, convide familiares, amigos e moradores de nossa cidade para tentarmos impedir que o PL da SBCPrev seja votado sem a discussão com a categoria.

Como cantava Geraldo Vandré, “quem sabe faz a hora e não espera acontecer!

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Notas importantíssimas da Pedra Lascada:

Vereadores que, no dia 24 de agosto, votaram pelo adiamento da votação para que os trabalhadores tenham tempo de discutir: Admir Ferro (PSDB), Tudo Azul (PSDB), Vandir Mognon (PSB), Estevão Camolesi e Marcelo Lima (PPS).

Vereadores que, no dia 24 de agosto, votaram contra o adiamento da votação, pela votação mesmo sem discussão coletiva entre o funcionalismo: Toninho da Lanchonete (PT), Zé Ferreira (PT), Tião Mateus (PT), Paulo Dias (PT), Luizinho (PT), Matias Fiuza (PT), Pastor Ivanildo (PSB), Miranda da Fé (PSB), Ary de Oliveira (PSB), Cabrera (PSB), Gilberto França (PSB), Tunico Vieira (PMDB), Fábio Landi (DEM), Mauro Miaguti (DEM), Sergio Demarchi (PSB).

Ausente: Wagner Lino (PT).

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Vereador que, um dia após a manifestação do funcionalismo público,  felizmente mudou seu posicionamento: Sérgio Demarchi (PSB).

O Sr. Sérgio Demarchi, em resposta ao pedido de não votar a PL da SBCPrev sem a devida discussão entre o funcionalismo, assim respondeu (grifos nossos):

“From: sergiodemarchi@camarasbc.sp.gov.br
To: blogdapedralascada@hotmail.com
Subject: RES: pedido de retirada do projeto
Date: Thu, 25 Aug 2011 09:56:11 -0300

Prezado Marcelo,

 

Em vista dos pontos polêmicos que tem suscitado e após leitura atenta das alterações propostas pelo colegiado de funcionários municipais ao projeto de criação da SBCPrev, defendo que o mesmo deva ser retirado pelo Executivo ou, então, tenha sua votação adiada por um número suficiente de sessões que permita uma análise profunda por parte dos vereadores, bem como um amplo debate com os funcionários, de forma que se possa chegar a uma alternativa que concilie os interesses da Administração Municipal e do funcionalismo público.

 

É a minha opinião, e que Deus me ilumine.

 

SÉRGIO DEMARCHI

Vereador”

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De nossa parte, teremos o maior prazer em divulgar que o Sr. Sérgio Demarchi, na sessão do dia 31 de agosto, esteve desta vez ao lado dos trabalhadores. Estaremos lá para conferir!

[M.S.]

Reunião da Oposição Alternativa Democrática

A Oposição Alternativa Democrática, comprometida com a construção de um sindicato de luta, democrático, independente e verdadeiramente representante dos interesses da categoria, é um grupo constituído por trabalhadoras e trabalhadores que têm participado ativamente de todos os movimentos em defesa dos direitos e das conquistas da categoria.

Comprometidos com um sindicalismo de luta, independente e democrático, não nos alinhamos nem com os grupos políticos da administração anterior, muito menos com os grupos que atualmente estão à frente da administração da prefeitura.

Por isso, da mesma forma que a grande maioria do funcionalismo público de SBC, temos posição crítica e vigilante em relação à atual diretoria do Sindserv que, ligada politicamente à gestão Marinho pelos laços da CUT, ao longo destes quatro anos de gestão pouco contribuiu para os avanços das conquistas dos trabalhadores e manteve postura vacilante frente aos ataques que o governo Marinho tem feito contra os direitos e à livre organização do funcionalismo público.

Amargamos mais quatro anos de desrespeito, de 0% de aumento e sem, ao menos, reposições das perdas ocasionadas pela inflação. Quando muito, esmola na forma de reajuste abaixo da inflação, como os 3% deste ano para os trabalhadores públicos contra os vergonhosos 61,8% de aumento para os políticos. Nem mesmo a falta injustificada, indevidamente dada aos funcionários que realizaram paralisação legítima e legal em 2006, esta diretoria do Sindserv tentou reverter, apesar de ter sido uma das bandeiras de sua campanha no processo em que a elegeu.

Na semana passada, foi publicado Edital de convocação das eleições para a diretoria do Sindserv e alguns grupos começam a se organizar para pleitear a condução do Sindicato nos próximos quatro anos. Tão grave quanto o risco de continuidade de uma política de não enfrentamento aos ataques da administração contra os interesses dos trabalhadores ou de vacilo na luta com a manutenção do vínculo de nosso Sindicato com a CUT, berço político de Luís Marinho, está o risco de termos, à frente do Sindserv, uma diretoria comprometida com interesses vinculados à Força Sindical, que historicamente, e via de regra, tem se aliado com os governos e administrações de plantão, isto é, contra os interesses dos trabalhadores.

Diante da gravidade da situação, a Oposição Alternativa Democrática convida a todos os trabalhadores e a todas as trabalhadoras do município de São Bernardo, comprometidos com a construção de um sindicato de luta, independente e democrático, para debatermos sobre as eleições do Sindserv e decidirmos coletivamente os próximos passos de mais essa batalha que se aproxima.

Esperamos por você!

ENDEREÇO: APEOESP Av. Prestes Maia, 283 sobreloja – Centro São Bernardo do Campo DATA: dia 11 de agosto, à partir das 19 horas

Eleições do Sindserv/SBC

Sindserv lança edital de convocação das eleições para a nova diretoria. Oposição Alternativa Democrática fará reunião nesta quinta-feira para discutir as eleições do Sindserv. Se  assim como nós da Oposição Alternativa Democrática, você também acredita que podemos e devemos construir um sindicato de luta, forte, democrático e independente, que represente sem vacilos os interesses dos trabalhadores, participe conosco. Quinta-feira, 11 de agosto, 19h00, na Sede da APEOESP/SBC (Av. Prestes Maia, Centro). [M.S.]

ATO CONTRA O AUMENTO DO SALÁRIO DOS POLITICOS

Corte de R$50 bilhões do orçamento e aumento escandaloso nos salários de Dilma e Deputados.

No final do ano passado, assistimos a mais uma verdadeira “farra do boi” com o dinheiro público. A câmara dos deputados aprovou, no seu último dia de votação, um aumento salarial de mais de 61,83% no salário dos próprios parlamentares! A presidente Dilma teve um aumento ainda mais absurdo: 133,96% Enquanto isso, o aumento do salário mínimo foi de somente 35 reais, que não repôs sequer a inflação do período.

Da mesma forma, as verbas que deveriam ser destinadas às áreas sociais (como saúde, educação e moradia) são cada vez menores.

Já no início do ano, o governo Dilma anunciou cortes orçamentários na ordem dos R$ 50 bilhões nas áreas sociais.

O tão falado crescimento econômico do país na verdade beneficia somente aos de sempre: os banqueiros, empresários e políticos profissionais… pro povo, nada!

Agora, o aumento dos parlamentares começa a refletir nos estados e municípios do país, trazendo mais gastos para o orçamento público, mais miséria para o povo e mais dinheiro pros bolsos desses senhores.

VERGONHA: Vereadores de SBC aumentam seus próprios salários em 61,8%! Passando, dos já altíssimos, R$ 9.288 para R$ 15.031!!!

Em SBC a população tem enormes necessidades que não foram atendidas pelo governo Luiz Marinho. Muitos bairros estão irregulares e em péssimas condições de moradia. A educação municipal está em péssimas condições, precisando de inúmeros investimentos. Na saúde vemos o mesmo caos. E ainda existe a desvalorização dos trabalhadores municipais que receberam um reajuste baixíssimo. Os mesmo senhores vereadores aprovaram projeto de Lei do Governo Luiz Marinho que reajustou em apenas 6,36% o salário dos trabalhadores. E ainda parcelado em duas vezes. E agora querem aprovar de um Plano de Carreira que impõe avaliações de metas e desempenho completamente desvinculado do interesse dos trabalhadores. Provando que a prioridade tanto dos vereadores como a prefeitura não é a população muito menos os servidores.

Diga NÃO ao aumento salarial dos vereadores de SBC!

E os vereadores? Qual foi o “desempenho” tão maravilhoso que tiveram para receber essa bolada no salário? O que fazem de concreto hoje para melhorar a situação da saúde pública no município, da educação e da moradia?

Absolutamente nada! A saúde está um caos, hospitais lotados e sem estrutura alguma. A educação pior ainda: falta professores, faltam vagas nas creches, as escolas são precarizadas e não há vagas nas universidades para todos. A moradia, nem se fala: despejos, desapropriações, faltam esgoto, saneamento e a casa própria é um sonho distante para a maioria da população.

EXIGIMOS MAIS VERBAS PARA A EDUCAÇÃO E OUTRAS AREAS SOCIAIS

Desafiamos os vereadores a abrirem mão do seu reajuste de salário desproporcional para
investir naquilo que a população de fato necessita. Por que não utilizar este dinheiro para investir na educação?

Poderiam ser abertas muitas vagas em creches e no ensino fundamental, poderiam ser comprados melhores materiais didáticos para as escolas, ter um reajuste para os professores e diversos outros benefícios que a cidade teria e não apenas os 21 vereadores de SBC. Fica lançado o desafio para demonstrarem de qual lado estão. Seriam 120 mil reais a mais por mês para investir num setor de primeira necessidade da população, a educação.

Por isso exigimos:

 61,8% de aumento para os servidores municipais, já!

 Mais verbas pra saúde, educação e moradia!

Por isso convocamos um grande ato no dia 10/08 às 9h na Câmara Municipal de SBC, para repudiar e barrar essa grande vergonha. PARTICIPE!
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ASSINAM ESSE MANIFESTO AS SEGUINTES ENTIDADES: CSP CONLUTAS ABC; TLS; ANEL ABC; D.A.FAFIL FSA; SUB SEDE APEOESP SÃO BERNARDO, DIADEMA E RIBEIRÃO PIRES; Grêmios Estudantis: E.E. Jorge Rahme e Vila São Pedro; Oposições Sindicais: METALURGICOS DO ABC – FERRAMENTA DE LUTA; CORREIOS; SERVIDORES MUNICIPAIS DE SBC E STO ANDRÉ; PARTIDOS: PSTU e PSOL.

Bla-bla-blas, lenga-lengas e lero-leros…

Nesta segunda-feira, 01 de agosto, recebi um correio eletrônico de determinado vereador de São Bernardo do Campo, propagandeando a si mesmo.

Basicamente, entre outras coisas que poderiam dar um bom debate, argumenta sobre o papel fiscalizador do vereador ao encaminhar projeto para o executivo e encaminha fotos suas em algumas obras em andamento no município, o que tem o efeito de nos levar a pensar que tais obras foram iniciadas a partir de projetos de sua autoria. Até então, se forem projetos seus, nenhum problema nisso; muito pelo contrário. O problema seria (se não estiver sendo exatamente esse o caso) querer levar os louros alheios.

De qualquer forma, estou sem um pingo de paciência para bla-bla-blá, principalmente se forem as lenga-lengas e lero-leros de edil de Bernocity. Por isso mesmo, prontamente encaminhei a seguinte resposta:

“O problema da cidade são os péssimos administradores e vereadores, que só pensam em si mesmos! 62% de AUMENTO é uma vergonha!!! Vereador deveria receber somente ajuda de custo, no valor do salário base de um funcionário público da cidade. Que tal? Topa apresentar um projeto como este? Aposto que não…”

O nobre vereador (atenciosamente, obrigado!) assim respondeu:

“Infelizmente a manchete ao invés de traduzir a informação acaba confundindo o eleitor. Acredito que o jornal que passou essa informação não foi feliz na reportagem. Irei explicar o que ocorre:
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 1) o aumento dos vereadores não é votado pelos próprios vereadores. Os vereadores de todo o Brasil e não só de São Bernardo recebem reajustes em lei aprovada pelos deputados federais. Esse aumento depois é repassado aos Deputados Estaduais que recebem 70 ou 75% da remuneração dos Deputados Federais e nós vereadores recebemos 70 ou 75% da remuneração dos Deputados Estaduais.
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2) O que ocorre é que existe uma dúvida na justiça se este reajuste deve ser aplicado imediatamente ou na legislatura seguinte.
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3) Em reunião na  Câmara, nós vereadores de São Bernardo, mesmo tendo a informação de que outros vereadores de outras cidades do Brasil já estão recebendo suas remunerações reajustadas, nós vereadores de São Bernardo preferimos o não recebimento de qualquer verba extra antes do julgamento pela justiça sobre esse assunto.
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A única coisa que foi feita foi garantir, se acaso a justiça der ganho de causa aos vereadores, que eles recebam o que a lei determina, enfim nenhum vereador votou seu próprio aumento e muito menos recebeu qualquer quantia.
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Peço ainda a gentileza que quando estiver convencido da verdade, divulgue isso corretamente a sua família e amigos, uma vez que possa garantir que agimos com cautela e não cometemos nenhum erro neste caso.
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Caso o senhor tenha mais alguma dúvida e queira ver os documentos, estou a disposição em meu gabinete. Meus telefones (…) 
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um abraço
 .
(nome do vereador)”
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Vejam bem: nenhuma palavra sua quanto à sugestão dada para que apresente um Projeto-Lei estipulando o salário do vereador no valor do salário-base de um funcionário público municipal.  Deixando claro que estou me referindo ao piso salarial do funcionalismo público municipal (algo em torno de R$900,00). Por que não?
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Ainda mais indignado com a resposta do referido vereador, não consegui evitar em perder mais alguns preciosos minutos do meu dia e retribuir sua atenção com outra resposta. Essa:
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“Perdão pelas risadas (histéricas) que seguem: kkkkkkkkkkkkkkkk
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De fato, porque mais parece uma piada. Veja bem, o fato de ter havido esse absurdo aumento para os deputados, não torna obrigatório que os vereadores realizem aumento a si mesmos.  O Sr. diz que os vereadores não votaram pelo próprio aumento. Então quem votou? O fantasminha camarada??? Sim, pq o que não falta nesta prefeitura é funcionário comissionado fantasma, mas esses não legislam, “só” assinam o ponto sem trabalhar mesmo… O pior de tudo é o argumento de que estão apenas cumprindo uma obrigação legal. Já não basta todas as benesses, já não basta o salário que têm (e que, de fato, nem fazem por merecer!!!)??? Então porque não trabalham para a administração cumprir a obrigação legal  quanto à reposição das perdas inflacionárias, as quais têm direito todo trabalhador, inclusive os funcionários públicos? Anos e anos sem reajustes, e o que os Srs.  vereadores têm feito em defesa do cumprimento do que determina a lei quanto aos direitos dos trabalhadores, quanto ao reajuste anual, determinado pela Constituição Federal? O que têm feito os vereadores quanto à situação dos trabalhadores públicos que literalmente estão morrendo à míngua com aquele “plano de saúde” (melhor dizendo: plano de adoecimento) que é a tal da GreenLine? O que têm feito os vereadores  quanto aos absurdos da administração em querer impor um PCCR/PCCS (Plano de Cacetadas na Cabeça do Servidor) que trata os trabalhadores públicos com mais desvalorização, mais desrespeito, mais perversidade??? O que têm feito os vereadores quanto à autoritária transformação do Fuprem em uma autarquia, alijando os trabalhadores do processo de discussão? O que têm feito os vereadores quanto à absurda proposta de aumento de cadeiras no legislativo??? O que têm feito os vereadores quanto às absurdas tarifas de IPTU, água e esgoto praticadas neste município??? O que têm feito os vereadores quanto às terceirizações, que degradam cada vez mais as condições do trabalhador, que degradam o próprio serviço público e o atendimento de qualidade à população e são verdadeiros escoadouros de recursos públicos para a iniciativa privada??? O que têm feito os vereadores para melhorarem de fato (e não em discurso) as condições de vida da população carente, dos jovens nas periferias??? O que têm feito os vereadores para melhorarem as estruturas dos bairros periféricos? Têm construído mais parques, tão bem cuidados quanto os do centro? Têm construído bibliotecas? Têm investido em áreas de lazer, de esporte, de cultura, ou apenas as regiões centrais, o povo endinheirado e financiador de campanhas é que têm direito ao esporte, à cultura e ao lazer? O que têm feito os vereadores quanto aos mandos e desmandos desta administração senão – os que se dizem de oposição – fechar os olhos em nome de não sabemos bem o quê e – os que se dizem da situação – aplaudir e apoiar sem nem pestanejar, como já faziam vocês então situação e oposição na legislatura anterior???De todas as legislaturas, estou propenso a afirmar que esta é de longe uma das piores legislaturas que São Bernardo do Campo possuiu, acompanhado, é claro, por uma das piores administrações. O jornal se engana? Ou não foi bem pago? Sim, por que esse jornal, do qual o Sr. se refere, faz tudo em nome do dinheiro, só não faz reportagem, só não trabalha com notícias. Além do que não vimos nenhum vereador pedir direito de resposta, como teria direto, acaso o jornal tivesse faltado com a verdade, ou deliberadamente agido para confundir o eleitor. Aliás, nobre vereador, não seria LEITOR??? Ah, claro, é que o leitor deste pasquim do abc é tratado como eleitor mesmo, por isso tantas matérias compradas, tantas propagandas disfarçadas de notícias… É pra confundir o ELEITOR mesmo rsrsrsr

Ah, sim! Quanto à tal “dúvida na justiça se este reajuste deve ser aplicado imediatamente ou na legislatura seguinte”, recomendo ao Sr. uma releitura da Carta Magna, mais precisamente no Inciso VI do Artifo 29. Veja:

Art. 29. O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal, que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição, na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos:

(…)

VI – o subsídio dos Vereadores será fixado pelas respectivas Câmaras Municipais em cada legislatura para a subseqüente, observado o que dispõe esta Constituição, observados os critérios estabelecidos na respectiva Lei Orgânica e os seguintes limites máximos: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 25, de 2000)¹

DESTAQUE: “PARA A SUBSEQUENTE”.
TRADUZINDO (em caso de permanência da´”dúvida”): PARA A PRÓXIMA LEGISLATURA,  e não para si mesma.

Então, diante disso, só posso afirmar que não existe dúvida nenhuma. Existe, isso sim, é um deliberado e casuísta desrespeito e descumprimento da Consituição Federal.

O “erro” – na verdade, a ilegalidade –  já foi cometido, e para corrigí-lo, que tal apresentar um projeto revogando este aumento estratosférico que os Srs. aprovaram para si mesmos? Seria um gesto de tamanha humanidade, de tamanho respeito com os trabalhadores do município e todos os trabalhadores que nem em sonho conseguem ter um aumento salarial como este! Seria um gesto de responsabilidade com os cofres públicos e respeito aos munícipes, que pagam seus impostos e infelizmente não recebem desta administração nem um centésimo do respeito e da atenção que merecem.
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Não, nós não precisamos de vereadores como vocês!!! Muito menos de mais vereadores como vocês!!! Aos que crêem em qualquer coisa que seja, resta torcer para que um dia vocês passem e que fiquem apenas como uma lembrança ruim de um passado que – pensemos positivo pelo menos – não retorne nunca mais.
Atenciosamente,
Marcelo G. Siqueira”.
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Falando em aumento: na próxima quarta-feira, 10 de agosto de 2011, às 09h00, haverá um ato na Câmara Municipal de Bernocity contra esse vergonhoso aumento de 61,8%! Contem com a minha presença!!!

STF adia decisão sobre reajuste anual do funcionalismo.

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar nesta sexta feira (10/06) um recurso em que servidores públicos pedem reajustes e o relator do processo, ministro Março Aurélio Mello, concluiu que a elevação salarial dos funcionários públicos deve ser anual. O caso ainda não foi concluído porque a ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha pediu vista, porém, a prevalecer o voto de Março Aurélio, mais de 10 milhões de servidores públicos terão direito a reajustes anuais automáticos. Ao votar, o ministro fez uma diferença entre aumento e reajuste, citando que não se trata de fixação ou de aumento de remuneração, onde objetiva-se a manutenção do poder aquisitivo. O relator apontou que, ao não conceder os reajustes anuais que estão previstos na Constituição, os governos dos estados obtêm uma vantagem indevida ao ficar com esses valores. O ministro ressaltou que o Judiciário não pode conceder aumento de servidor através de decisões. Essa seria uma competência do Legislativo. Ele citou uma súmula do próprio STF neste sentido. Mas, em seguida, Março Aurélio disse que o tribunal já decidiu a favor da correção da moeda para os trabalhadores. O processo que o STF está julgando envolve várias categorias de servidores públicos, como policiais militares de São Paulo, policiais civis de Londrina, no Paraná e policiais federais de Santa Catarina. Como o STF deu repercussão geral ao caso, a decisão vai servir de orientação para todos os casos que discutem o assunto.

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Fonte: http://www.jusbrasil.com.br/noticias/2730985/stf-adia-decisao-sobre-reajuste-anual-do-funcionalismo

Afinal de contas…

Recebi um e-mail a respeito da questão do nosso mísero e parcelado reajuste de 6% com base na inflação de 2010. A pessoa que o remeteu lembra que somente nosso município agiu assim, ressaltando que “a prefeitura de São Paulo vai para greve se não der o aumento deles, o Estado de SPaulo deu 42% em 4 vezes, Santo André também deu um bom aumento para o pessoal”, enquanto aqui as coisas andam ruins na aldeia, obrigando o pessoal, principalmente da educação, a optar a trabalhar em outras redes. Basta acompanharmos semanalmente as publicações de exonerações de profissionais da educação, principalmente do magistério, através do jornal oficial do município e compararmos com as publicações de nomeações das outras redes da região e do município de SP para entender que a remetente tem toda razão em seus argumentos, inclusive quando afirma que as professoras estão trabalhando mais horas e recebendo menos.

Concordo com as críticas, mas reitero: nem aumento nós tivemos, mas sim um suposto reajuste salarial para corrigir perdas por conta da inflação de 2010 (como se os últimos dez anos tivessem sido corrigidos também…). Façam as contas: a inflação é de 2010, o reajuste referente à inflação do ano passado não está sendo de 6%, mas somente de 3%, posto que dividido. Por mais que venham os outros 3% no próximo ano,  a defasagem correspondente a 2010 não foi sanada, e vai acumular em 2011. Agora, aumento mesmo só ocorre quando o acréscimo salarial é maior do que o reajuste das perdas ocasionadas pela inflação. Por exemplo, 6% no ato correspondente às perdas inflacionárias do exercício anterior mais outros tantos percentuais. Mas isso a diretoria do Sindserv não explica aos trabalhadores…

Posto isso, faço um convite à reflexão: não é a prefeitura de SP que vai para greve, isto está óbvio, eu entendi; mas é preciso explicitar: são os trabalhadores. Porém, para fazer greve eles decidem em assembleia. O problema é que deixamos o nosso descontentamento e a nossa desilusão com o sindicato dominar o nosso espírito de luta, e não vamos para as assembleias para dizer que também faríamos greve se o aumento fosse só de 6%. Enfim, deixamos para que outros decidam por nós coisas a nosso respeito.
 
É verdade que houve manipulação, novamente, na assembleia da campanha salarial deste ano (a diretoria do sindserv apresentou a proposta da administração como se esta fosse a única opção, sem colocar em debate propostas de luta e contrapropostas; inclusive sem deixar que os trabalhadores apresentassem e debatessem propostas) e aí deu no que deu: os míseros 6%. Mas se nós da educação estivéssemos lá, em peso, para dizer que não aceitamos 6% de aumento, que estamos dispostos a lutar, a fazer greve, a história poderia ser outra, porque não é o sindicato que decreta greve, é a assembleia geral dos trabalhadores, e na assembleia o que conta é o voto individual de cada um; mas aí não adianta a gente simplesmente culpar os funcionários que foram e não decretaram greve (se decretassem, faríamos?), ou os que foram e aceitaram a proposta da administração, e nem culpar uma relativa maioria por supostamente ter pensado apenas em seu umbigo porque, seja por qual motivo for, enquanto categoria não estávamos lá para votar o contrário, ou para pelo menos saber as razões que os levaram a votar em uma e não em outra proposta.
 
É claro que é papel do sindicato organizar os trabalhadores, investir na formação para que a categoria entenda a necessidade de se organizar, de participar, e nesses quesitos também a atual diretoria do Sindserv deixa muito a desejar.

Costumamos dizer que não participamos porque tem manipulação, porque não aceitamos (e com razão) sermos massa de manobra, porque nada muda, porque sindicalista é tudo igual ou farinha do mesmo saco, porque o sindicato está vendido, porque o sindicato não presta e outros motivos. Às vezes me pergunto se também essas justificativas para não participar não acabam servindo de lenitivo, de alívio às nossas consciências, como que, talvez inconcientemente, atribuir a outros responsabilidades que também são nossas, no sentido de dizer mais ou menos assim: quem decidiu foram eles, não fomos nós – também é verdade que eles pouco nos ouvem, como também verdade é que pouco nos fazemos ouvir.
 
Precisamos inverter a ordem: participar justamente porque também tem gente que manipula, e que ocupa um espaço que está vazio porque nós deixamos vago. Se tem gente decidindo por nós coisas que não nos interessam (e definitivamente esse aumento de 6% não interessa pra ninguém!), devemos participar para dar um basta a essas coisas, porque enquanto não participamos, outras pessoas “participam” e decidem por nós, e aí fazem o que querem, pintam e bordam, como diz o ditado, porque não estamos lá, nas reuniões, plenárias e assembleias para dizer e fazer o contrário, para indicar os rumos, enfim, para decidir. 
 
Precisamos também entender o que é um sindicato. Um sindicato nem é prédio nem é apenas um conjunto de pessoas que trabalham diretamente nele. Sindicato é a organização dos trabalhadores, e essa organização depende dos trabalhadores estarem lá, participando. Quando não participamos porque “o sindicato não presta”, no fim estamos dizendo que a organização dos trabalhadores, a nossa organização, não presta, ou seja, que não adianta a gente se organizar porque nada muda mesmo, e ao não nos organizarmos, realmente tudo continua como está, e como tem sido: defasagem salarial atrás de defasagem salarial, desvalorização cada vez mais crescente.
 
E por estarmos descontentes (e descontentes com razão) com a condução da nossa organização (que é de responsabilidade da diretoria do sindicato), nos desfiliamos, ou não nos filiamos ao sindicato. Só que aí tem eleição para uma nova diretoria, e nem podemos votar para tentar mudar a condução da nossa organização, porque só vota que for filiado. Entretanto, também quando somos filiados, muitos de nós acabam justificando: não voto em ninguém porque ninguém presta (e às vezes, olha, é mesmo bem difícil separar o joio do trigo, fora quando só tem joio mesmo na disputa!); mas se ninguém presta… e nós, prestamos? Claro que prestamos! Então, porque nós mesmos que prestamos não participamos das eleições para diretoria para tentarmos construir um sindicato que represente de fato os interesses dos trabalhadores públicos, que reconstrua a confiança perdida e que a gente um dia possa dizer: isso sim que é sindicato!
 
Como é de conhecimento geral, faço parte da Comissão Setorial de Educação do Sindserv, que está organizando as discussões a respeito do estatuto da educação. Muita gente pensa que o pessoal da Comissão faz parte da diretoria do Sindserv, e acaba perguntando: vc é do sindicato? A resposta que eu dou tem sido: sim e não. Sim, sou do sindicato, pois sou filiado e faço parte de uma Comissão Setorial que constitui um instrumento de negociação coletiva chamada mesa de negociação (as comissões setoriais também existem em outros setores, como a GCM, por exemplo) – se o sindicato é a organização dos trabalhadores, todos nós filiados somos do sindicato (por isso dizemos: o sindicato somos nós). E não, não sou do sindicato se como “sindicato” você está se referindo à “diretoria” do Sindserv.  

Também faço parte de um coletivo de trabalhadores (a Oposição Alternativa Democrática) que é oposição a esta diretoria do Sindserv por entender que as posições tomadas por essa diretoria de um modo geral aproximam-se mais dos interesses da administração do que dos interesses dos funcionários públicos. Se, no discurso, dizem que são contra a terceirização, na prática, o que efetivamente esta diretoria tem feito contra a essa forma de precarização do trabalho e de transferência de recursos públicos para a iniciativa privada? 
 
A diretoria anterior do Sindserv, que também estava ligada à CUT, vendeu a organização dos trabalhadores e, quando em 2006, os trabalhadores da educação e da saúde se mobilizaram em peso, junto aos colegas funcionários de outros setores, e manifestaram em ampla maioria a intenção de decretar greve, a antiga diretoria fez de tudo para desmobilizar a categoria e esvaziar o movimento, porque estava atrelada aos interesses da administração (inclusive teve gente que subiu em cima de caminhão de som para falar contra a greve, que se dizia oposição à diretoria do sindicato e à administração, e pouco tempo depois assumiu um cargo de chefia na adminitração Dib e continua chefe na administração Marinho).
 
O resultado: tivemos dois dias de falta descontados como falta injustificada, atribuída arbitrariamente pelo então prefeito Dib, e uma desfiliação em massa do sindicato. O Sr. prefeito Marinho tem o poder de corrigir esta arbitrariedade, mas não o fez até o momento. E a atual diretoria, ao invés de denunciar a continuidade da arbitrariedade e brigar na justiça, pois enquanto representante legal da categoria tem amparo para reverter a situação, no máximo elaborou um abaixo-assinado pedindo para o atual prefeito reverter a falta injustificada para falta justificada, como se estivesse pedindo um favor, e não exigindo o cumprimento de uma obrigação não apenas legal, mas principalmente moral, tendo em conta que o Sr. prefeito construiu sua história no sindicalismo.
 
A atual diretoria, então, foi eleita no bojo da desilusão e do descontentamento, com o discurso de mudança e de oposição. Mas também estava e continua ligada à CUT, berço do nosso prefeito. O interessante é que se vocês pegarem os jornais publicados em 2008, isto é, à época da campanha eleitoral para prefeitura,  a atual diretoria alardeava que, segundo estudos do Dieese, nossa defasagem salarial beirava os 80%; já no primeiro semestre de mandato do Sr. prefeito Marinho, aconteceu umma mágica: ainda que tenhamos continuado sem aumento, sem revisão nem reajuste salarial, e a inflação continuava corroendo nosso poder aquisitivo, os jornais da diretoria do Sindserv passaram a se referir a cerca da metade da defasagem salarial (uns 36%… quem por ventura tiver esses jornais guardados, vamos socializar para conferirmos os números exatos).
 
A Oposição Alternativa Democrática é formada por funcionários públicos de carreira, isto é, que não estão ligados aos interesses dos grupos políticos da adminstração anterior, muito menos aos da administração atual  – grupos que, a bem da verdade, basicamente continuam os mesmos no poder local. Acreditamos que o fortalecimento da organização dos trabalhadores depende da nossa capacidade de união, por isso defendemos sempre a participação no sindicato, que é o instrumento legal de representação da categoria. Quanto mais esvaziamos essa participação, mais deixamos que pessoas decidam por nós, e muitas vezes contra nós.
 
Este ano deverá haver eleições para a diretoria do Sindserv, por isso, faço um convite a todos que desejam, como nós da Oposição Alternativa Democrática, construir um sindicato de luta, representante dos interesses dos trabalhadores: filiem-se ao sindicato para poderem votar e serem votados, participem das reuniões, plenárias, assembleias, junte-se à Oposição Alternativa Democrática e ajude a construir o sindicato que a categoria necessita.
 
Grande abraço!
 
Marcelo G. Siqueira
Diretor da EMEB Fernando Pessoa
Membro da Comissão Setorial de Educação

Eleições Sindserv/SBC: Filie-se

Colegas,

Este ano teremos eleição para diretoria do Sindiserv-SBC e a participação de todos/as é fundamental para fortalecermos nossa categoria. Para termos um sindicato forte e atuante é necessário participar e votar em uma chapa que não seja aliada dos governos de plantão, que construa os rumos sindicais com autonomia e independência, porque um sindicato verdadeiramente democrático só se faz com lutas e participação. Para poder votar e ser votado é fundamental regularizar sua situação junto ao sindicato, para tanto é necessário estar filiado e em dia com as obrigações sindicais. Acerte sua situação e converse com outros colegas para fazer o mesmo. Só a luta organizada garante direitos e conquistas.

OPOSIÇÃO ALTERNATIVA DEMOCRÁTICA

O Ataque da informação

Por André Batista Lemos, do Blog Lemos Ideais

Ocorridas no decorrer dos tempos duas grandes guerras mundiais, revoluções político-sociais e tecnológicas . Deparamos, no século XXI, com a era da informação e do conhecimento. A disseminação da telefonia e dos programas virtuais da internet, imbricadas com novas tecnologias, em terreno fértil de integrações entre nações e culturas, sugere, um novo período histórico.
    
     As surpresas não param de ocorrer, as descobertas e invenções se apresentam de forma cada vez mais aceleradas. Fato comemorável não fosse à maneira mercantilizada em que se constrói a sociedade e a baixíssima média mundial de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), juntando-se, ao fato da péssima coordenação da produção, que afeta o mundo para além da contradição da relação capital-trabalho, com problemas climáticos sérios no meio ambiente. Tendo em destaque o sujeito provedor do marasmo social o imperialismo dos EUA.
     
     No âmbito político-social, especula-se uma possível guerra da informação. Um dos fatores é que a mídia convencional, com interesses particulares, está ameaçada com a nova leva de comunicadores e debatedores, via internet, e um exemplo claro é onda dos blogueiros. Mais críticos e inovadores disseminam conceitos e idéias.  A esta ala progressista de debatedores aliam-se aqueles que buscam as informações mais sigilosas, publicam e fazem com que não existam mais segredos geo-políticos e econômicos.
     
     O episódio intrigante do momento é o site Wikileaks criado pelo Australiano Julian Assange, cuja finalidade é a divulgação de documentos confidenciais (leaks=vazamento).  Só dos EUA são 250 mil documentos diplomáticos, de extrema importância como a correspondência, de Uribe, presidente da Colômbia aos EUA, demonstrando, a sua intenção de invadir as fronteiras da Venezuela em 2009.
    
     Este se tornou um dos temas mais discutidos nos últimos dias com a possibilidade de um novo paradigma: o de que nada mais é segredo na diplomacia. Fidel Castro faz o artigo “O Império no Banco dos Réus”, refletindo que o poderio bélico americano está ameaçado frente às informações. De forma ampla e geral, a tecnologia de informação tem forte influência em todos os setores da sociedade e das relações humanas. É notório no mundo do trabalho, no mundo da mídia, dos gêneros, das culturas e das finanças.

Memórias de uma assembleia às avessas

Nota da Pedra Lascada: O texto a seguir foi originalmente publicado no blog Utile Dulci, que já não existe e, por acidente, migrou para o WordPress com o nome de Salamargo, que em breve será desativado também. Em razão destas mudanças, postarei alguns textos do antigo blog aqui no Pedra Lascada.

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15 de abril de 2010. Assembléia dos servidores municipais de São Bernardo do Campo no Paço Municipal. O circo estava armado. Depois de um período de chuviscos e friagens, o tempo resolveu firmar. A noite estava amena, mas o clima era tenso.

O resultado do encontro já estava dado, sabíamos de antemão, devido à manobra da prefeitura – realizada com o consentimento da diretoria do Sindserv – que se traduziu no desrespeito à Convenção 98 sobre o direito de sindicalização e de negociação coletiva, de 1949, “que estipula proteção contra todo ato de discriminação que reduza a liberdade sindical, proteção das organizações de trabalhadores e de empregadores contra atos de ingerência de umas nas outras, e medidas de promoção da negociação coletiva”[i].

Na assembléia do dia 1º de abril (aquela em que a diretoria do Sindserv colocou em votação se permitia ou não que os trabalhadores presentes tivessem direito à voz – os associados do sindicato, que da noite para o dia tiveram aumentos em suas mensalidades em até mais de 500%!) – os trabalhadores haviam rejeitado a contraproposta da prefeitura que, para esta, realizou uma estratégia típica da administração anterior: convocou, em horário de serviço, os trabalhadores celetistas da limpeza para apresentar suas propostas de reajustes salariais, que supostamente visariam à diminuição da diferença entre os salários dos celetistas e dos estatutários e a progressiva equiparação salarial entre ambos[ii]. “Reunião para esclarecimentos” – informaram.

Entretanto, segundo disseram alguns destes funcionários, foi mais do que isso: teriam afirmado, na reunião, que a prefeitura não tinha condições de dar aumento para todos, que por isso pretendiam fazer justiça aos mais necessitados, que os demais trabalhadores já recebiam bem, e que os auxiliares de limpeza precisavam ir para a assembléia para aprovar a proposta da prefeitura, porque se não houvesse a aprovação do reajuste tal como a prefeitura se propunha, não haveria reajuste algum neste ano.

Não é necessário conhecer as teses de Marx sobre o lúmpen-proletariado para deduzir que esta afirmação, por si só, teria um efeito avassalador nas mentes dos colegas auxiliares de limpeza celetistas – trabalhadores que recebem o salário mais baixo da categoria, que em geral possuem uma sobrecarga de serviço, desempenhando funções que vão além de suas atribuições específicas e sem os equipamentos de segurança completos: faltam luvas, botas, sapatos, uniformes.

No dia 14, tivemos uma assembléia dos profissionais da educação na sede do sindicato. Além das questões pertinentes àquela reunião, o coletivo presente manifestou sua preocupação com os movimentos da prefeitura para a assembléia do dia seguinte; questionou a diretoria do Sindserv sobre as ações para impedir a continuidade daquela manipulação – e a diretoria reconheceu que havia sido informada pessoalmente pelo representante da prefeitura sobre estas reuniões, mas nada fez para impedir, nem mesmo se manifestou contrário em relação a ter sido dito, pelos representantes da prefeitura na reunião, que se falava também em nome do sindicato.

Havíamos ponderado, então, a necessidade de a diretoria apresentar uma proposta que atendesse as reivindicações dos colegas auxiliares de limpeza e que mantivesse a possibilidade das demais categorias em lutar pelo reajuste salarial, afinal, o papel do sindicato é defender o coletivo dos trabalhadores, e não uma parcela deste em detrimento das demais. Até porque mais 10 anos de sucessivas perdas salariais é muito tempo.

Sabíamos que estávamos dando murros em pontas de facas, porque além de não realizar seu papel de dialogar com a categoria e além de não mobilizar os trabalhadores para a campanha salarial, melhor dizendo, além de praticamente não realizar campanha salarial, a própria diretoria do Sindserv, desde o princípio, defendia a proposta da prefeitura – o que ficou mais do que evidente no jornal lançado pela diretoria apresentando não as suas propostas, mas sim as propostas da prefeitura[iii] (!), sem qualquer comparativo para que os trabalhadores pudessem compreender o que significaria, em seus bolsos, a equiparação salarial, o reajuste para todos etc; sem denunciar que aumento por progressão funcional é direito dos trabalhadores e não é reajuste de perdas salariais, muito pelo contrário, nos moldes impostos pela prefeitura acarreta inclusive o achatamento progressivo do poder aquisitivo dos trabalhadores; e a diretoria do Sindserv se omitiu também em denunciar que, entre os cargos apresentados como beneficiários do aumento através da progressão salarial, há cargos em vacância, isto é, os profissionais nem existem!

Enquanto o grosso dos trabalhadores não compareceu à assembléia (alguns por não ter conhecimento desta, e a maioria – acredito – por conta de suas/nossas justificadas descrenças e desconfianças com relação à diretoria do Sindserv), os trabalhadores auxiliares de limpeza atenderam ao chamado da prefeitura, foram para a assembléia para aprovar na íntegra o que não poderia sequer ser colocado novamente em votação, posto que rejeitada na assembléia anterior. A diretoria do sindicato sabia disso, e mesmo assim conduziu o picadeiro com a maestria de um clown e a farsa de um ilusionista.

Os ânimos estavam acirrados. Após uma breve explanação do histórico de uma campanha salarial anódina, a diretoria do Sindserv, ao invés de explicar que não poderia colocar em votação uma proposta anteriormente rejeitada, e ao invés de apresentar novas propostas de encaminhamentos para a campanha salarial, simplesmente propôs que subissem no caminhão de som uma pessoa a favor e outra contra a votação da proposta da prefeitura.

A colega auxiliar de limpeza, que se posicionou a favor de novamente votar a proposta da prefeitura, foi bem aplaudida: falou, e com razão, do salário de fome que recebem, das dificuldades financeiras que passam, dos aluguéis caros, e acrescentou que os demais funcionários públicos tiveram sua vez, e agora era a vez dos auxiliares de limpeza receberem a sua parte.

O colega que falou em seguida tentou explicar que ninguém era contra o aumento para os auxiliares de limpeza, que a equiparação salarial traria maiores ganhos para a categoria, que também os demais servidores necessitam de reajuste. Tentou apenas, porque o que se viu foi uma massa de trabalhadores vaiando, xingando, virando as costas, gritando para que parasse de falar e saísse.

Cenas tristes propiciadas pela manobra da prefeitura com o consentimento da diretoria do Sindserv: trabalhador contra trabalhador, como se o inimigo não fossem as más condições de trabalho, os salários defasados e de fome, incompatíveis com as responsabilidades dos cargos, os assédios morais, os maus administradores que, governo após governo e gestão sindical após gestão sindical, perpetuam isso tudo, fomentando a divisão e a rixa entre os trabalhadores.

Em sua fala, outro auxiliar de limpeza alegou que era o troco que estavam dando por conta do tratamento que recebiam de diretores, PADs, coordenadores e de professores, nas escolas em que atuam. Pensei na escola em que trabalho, no quanto procuramos estabelecer uma relação democrática, de respeito e de confiança entre todos, independentemente de cargo e função exercida.

Tenho consciência que múltiplas são as concepções e, portanto, igualmente múltiplas são as relações estabelecidas, mas ao longo dos onze anos de magistério público municipal, conheci tantos bons profissionais, seres humanos com tamanha sensibilidade e comprometimento, que só pude interpretar esta fala como a generalização de situações pontuais.

Após um colega professor ser literalmente empurrado escada abaixo por um membro da diretoria do Sindserv, que o impediu que exercesse o direito à voz, outro colega – oficial administrativo – conseguiu usar o microfone. Também sob vaias e xingamentos de pessoas que nem o conhecem, retomou a proposta alternativa, buscando o consenso e a unidade dos trabalhadores e que, em meu entendimento, deveria justamente ter sido apresentada e defendida pela diretoria do Sindserv: que a assembléia fosse favorável à imediata reivindicação dos auxiliares de limpeza e que se mantivesse a luta dos demais servidores pelos seus reajustes salariais, uma proposta não excluindo a outra. Caberia à diretoria do Sindserv explicar que isso era possível, mas não o fez.

Neste momento, percebi que um auxiliar de limpeza que conheço puxava o coro das vaias e incentivava que virassem as costas, então me dirigi até ele, argumentando que não precisava fazer este tipo de coisa, que bastasse votar no que entendesse por certo, que o colega que falava naquele momento merecia tanto respeito quanto o respeito que eles reivindicam. Enquanto conversávamos, outro colega auxiliar de limpeza, sem me conhecer – e por não me conhecer – viu-me como o inimigo de classe, o que estaria contra o aumento salarial dele, e partiu para cima de mim, exaltado e com os punhos cerrados; o colega auxiliar de limpeza que me conhece colocou-se na minha frente, impedindo a passagem do outro e acalmando-o.

Impossível dialogar naquele momento. Era o resultado daquilo (que decepção!…) que uma pessoa resumiu como sendo “informação e contra-informação” – o que, entendo, dá no mesmo que a famosa expressão política de que “os fins justificam os meios”, afinal, se a reunião teria sido com o intuito de esclarecer, por que os demais funcionários públicos não foram convocados para os esclarecimentos?

Pouco depois, o colega auxiliar que puxava o coro veio se justificar: eles não poderiam deixar ninguém falar, porque temiam ser convencidos de que não era preciso votar a proposta na íntegra para defender o aumento para eles, porque na reunião teriam dito: ou aprova agora, ou não tem aumento nenhum.

A diretoria do Sindserv, além de não apresentar e não defender a proposta de unidade, simplesmente a ignorou e conduziu a assembléia como se esta não tivesse sido apresentada, colocando em votação novamente: quem é a favor e quem é contra a proposta da prefeitura? Obviamente, os auxiliares de limpeza, em grande maioria, votaram a favor – e ninguém há de negar que suas reivindicações eram também necessárias, a despeito da forma com que foram impelidos a participarem da assembléia. Alguns servidores votaram contra e o restante nem votou, porque percebeu a manobra realizada.

As fissuras foram expostas e acentuadas. O desencanto dos que estavam na assembléia somou-se ao desencanto dos que não compareceram, dos que já não acreditam na possibilidade de mudança, não acreditam no sindicato como organismo representativo de seus interesses e de seus direitos. Ainda naquela noite, ouvíamos a corrente fala, reproduzida ao longo da semana por colegas que não compareceram: “amanhã mesmo eu me desfilio”, “o sindicato está vendido”, “não adianta lutar, porque no final das contas eles lá do sindicato fazem o que querem”…

Como conseqüência das desilusões, nos retraímos no nosso cotidiano, evitamos participar coletiva e ativamente, evitamos nos posicionar publicamente, sem perceber que a recusa em nos posicionar já é uma forma de posicionamento, que a não-participação é a forma mais poderosa de manipulação a qual nos sujeitamos, porque  é justamente a recusa em participar que possibilita a “venda” do sindicato, o “vacilo” da diretoria, a continuidade do desprezo para com as necessidades dos trabalhadores, para com as nossas necessidades e os nossos direitos. Por outro lado, muitos acabam buscando outras formas de participação, através de associações que segregam ainda mais o funcionalismo, ou da ação individual, que pode até ser louvável, mas geralmente mostra-se infrutífera.

Se “eles lá do sindicato fazem o que querem”, é porque nós continuamos aqui e não estamos lá para impedir, para dizer como tem de ser feito, para garantir que seja feito… É porque – temos de reconhecer – com a nossa recusa em participar não nos fazemos representar e nem nos dispomos a representar também.

Pessoalmente, me incluo no grupo dos que se afastaram da participação no Sindserv por conta do desencanto com as sucessivas e truculentas diretorias, mas, não acreditando que a resposta estava na criação e na participação em associações segregacionistas, mantive minha participação em nível individual, sem me desfiliar do Sindserv, ao qual sou associado há 11 anos, porque continuo entendendo que o sindicato, além do reconhecimento legal propiciado pelas Convenções da OIT, ainda é a entidade que tem potencial para unir o coletivo dos trabalhadores.

Por experiência, estou convencido que somente a unidade e a participação coletiva podem garantir maiores e efetivas conquistas. Se nos afastamos, ou se participamos isoladamente, ou ainda sem nos posicionar claramente, tanto uma coisa como outra interessa a quem continua lá defendendo os seus interesses particulares, ou os interesses de seus grupos contra os interesses coletivos dos trabalhadores.

Para quem ainda acredita que a solução está na ação individual ou na participação em associações representantes de apenas uma categoria, é preciso saber que são os sindicatos os organismos legalmente reconhecidos para compor mesas de negociações junto aos empregadores, são os sindicatos que, por força da Lei podem realizar paralisações, greves e assinar os acordos coletivos de trabalho.

Começa a tomar corpo a discussão sobre o Estatuto do Magistério. A administração já deixou claro como pretende encaminhar esta discussão, cujos procedimentos infelizmente não se diferenciam muito da administração anterior: envio de propostas por e-mails, participação individual em assembléias aos sábados, fora do horário de serviço – como se o Estatuto do Magistério dissesse respeito apenas aos interesses profissionais individuais e nada tivesse que ver com as políticas públicas de educação, que interessam tanto ao coletivo dos trabalhadores em educação como também aos munícipes em geral.

A Comissão de Educação, ampliada em Assembleia do Sindserv no dia 14 de abril, e a qual passei a integrar, defende uma proposta muito mais ampla, que possibilite o diálogo entre os vários segmentos atuantes nas escolas e nos demais espaços educativos e a construção do ESTATUTO DOS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO, que contemple as especificidades do quadro do magistério, e reconheça e valorize de fato os trabalhadores da educação como educadores, garantindo-se direito à formação continuada e às progressões funcionais. Esta é uma proposta que requer ampla participação coletiva e discussão democrática.

Individualmente, só temos a perder. Neste sentido, não há espaços vazios. Se não ocupamos os espaços de participação, se não fazemos uso dos instrumentos que podemos ter à disposição para o bem coletivo, outras pessoas ocupam estes espaços e fazem uso destes instrumentos, e às vezes em benefício próprio.

A desfiliação do Sindserv, a não participação e a participação isolada reforçam o poder dos que fingem nos representar. É preciso dar um basta nisso! Somente a união dos servidores públicos é capaz de mudar os rumos dessa história. Por isso, após a assembléia do dia 15 de abril, passei a integrar juntamente com vários colegas servidores pertencentes aos mais amplos setores do serviço público, a OPOSIÇÃO SINDICAL ALTERNATIVA DEMOCRÁTICA, cuja coerência entre discurso e ação marca a sua atuação ao longo destes anos. Convido a todas (os) a participarem também desse processo de mudança. Se todos são iguais, como costumamos dizer, façamos nós a diferença!

 

Marcelo Siqueira


[i] Confira pessoalmente no sítio da Organização Internacional do Trabalho (OIT): http://www.oitbrasil.org.br/libsind_negcol.php

 

[ii] Será mesmo que a proposta da prefeitura visava à progressiva equiparação salarial entre auxiliares de limpeza celetistas e estatutários? O Boletim da Oposição Sindical Alternativa Democrática revela aquilo que a diretoria do Sindserv se recusou a esclarecer; veja:

 

Entenda o que mudou Estatutário Celestista
Salário atual R$883,00 R$609,00
Salário com a proposta da administração R$989,00 R$703,00

 

A diferença, que era de R$274,00, passou a ser de R$286,00. Portanto, aumentou!!! É esta a progressiva equiparação salarial que se pretende??? Isso sem contar as diferenças de benefícios (biênios, licenças-prêmios, PTS, licença para acompanhar filho ao médico etc).

 

[iii] Você sabia que no Jornal que o  Sindserv lançou apresentando as propostas da Prefeitura haviam informações erradas a respeito da revisão salarial de mais de 40 cargos? E sabia que, diferente do publicado, Orientador Pedagógico não estava contemplado na proposta de aumento por progressão funcional?! É isso mesmo que você está pensando: além de fazer de tudo para ser aprovada a proposta da administração, a diretoria do Sindserv induziu os trabalhadores ao erro. Confira pessoalmente no sítio do Sindserv: http://www.sindservsbc.org.br/. (por que o Sindserv não disponibiliza em seu sítio o ESTATUTO DA ENTIDADE???)