A acordei dormindo C compondo e descompondo O orações, frases e canções R ruminando rimas desfeitas D desfazendo versos mal feitos E enquanto padecia de sonhos I inquietos e inimagináveis [@staf1]
Autor: Blog Pedra Lascada
Reação
Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.
Bertolt Brecht
Labirinto
Com a chave na mão
[Drummond]
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
Amor
Há que se cuidar do amor
[Glória Azevedo]
Como quem carrega o sonho e o tempo
Há que se cuidar do amor
Como se exílio pro sonho
Como se eterno pro tempo.
Dor
Doer, dói sempre. Só não dói depois de morto. Porque a vida toda é um doer. E eu sou essa gente que se dói inteira, porque não vive só na superfície das coisas.
[Raquel de Queiroz]
Existir
“de trauma em trauma vai-se desentendendo cada vez mais o sentido da existência” [@estaf1]
Metade
“Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade”
[Oswaldo Montenegro]
Sorrisos
“Não sei se nós sorrimos com mais frequência do que os adultos. Mas é certo que os sorrisos deles pouco dizem, enquanto nós compreendemos perfeitamente os nossos; às vezes pode-se dizer mais com um sorriso do que com uma palavra.” (Janusz Korczak – Quando eu voltar a ser criança).
Raízes (Sil de Jesus)
Tenho sucumbido muitas vezes. Depois, respiro fundo, levanto, lavo o rosto, sigo em frente. Não é fácil morrer, mais difícil é renascer, fingir-se de sol, cegar-se na luz, sonhar com a lua, e tragar o mar. Eu sigo renascendo, não sei mais para onde seguir. Abracei minhas raízes e me permitir subir. [Sil de Jesus]
Sil de Jesus – Poetisa, terapeuta e servidora pública.
Resenha: O Corpo Feminino em Revistas (Saulo Ferro)
Por Saulo Ferro
FIGUEIREDO,Débora de Carvalho; NASCIMENTO,Fábio Santiago; RODRIGUES,Maria Eduarda. Discurso, culto ao corpo e identidade: representações do corpo feminino em revistas brasileiras. Linguagem em (Dis)curso – LemD, Tubarão, SC, v. 17, n. 1, p. 67-87, jan./abr. 2017.
REFERÊNCIAS
ALBERONI,Francesco. O Erotismo: Fantasias e Realidades do Amor e Sedução. Garzanti Editore s.p.a., 1986.
O artigo “Discurso, culto ao corpo e identidade: representações do corpo feminino nas revistas brasileiras”, produzido como material de extensão do projeto de pesquisa “A representação das identidades corporais no discurso midiático: o papel do culto ao corpo na construção das identidades femininas na modernidade tardia”, apresenta como o mercado brasileiro padroniza, através do consumismo e da teoria cultural, a estética feminina através de gatilhos psicológicos, sociais e monetários.
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