Até quando O que tinha dito Fez sentido Sem ter sido Um sonho vão... Até quando Havia previsto Sem ter visto Entretido Pela razão... Até quando Um pouco mesmo A esmo Ou, ao inverso Um tanto quanto Dispersos Os olhos acreditavam: O que eles ignoravam Desconhecia o coração. [M.S.]
Autor: Blog Pedra Lascada
Vida Fácil
Rarefeito
Inútil
Anatomia do Enganado
Tempo
Aos insubordinados, com orgulho
Que sejamos todos chamados
de mentalmente confusos
por não aceitarmos calados
os atos antidemocráticos
e os golpes contra a população
feitos pelo governo de plantão
que impõe pela força e pela divisão
os seus projetos sujos
de privatização e partidarização
da educação.
Sejamos todos saudáveis
e mentalmente confusos
contra a idiotia
dos que em plena luz do dia
traem os seus pares
e jogam aos ares
os nossos direitos,
conquistas,
– a democracia! –
em troca de alguns trocados,
centavos
ou cargos comissionados.
Que sejamos todos chamados
– quem se importa? –
de mentalmente confusos
se contra a ditadura
– quem atura? –
da pseudo-esquerda torta
fazemos oposição
e permanecemos mobilizados
mesmo tendo no sindicato
uma omissa e pelega direção
cúmplice da administração.
Desafios às leis da física (ou quando a falta de ética supera as leis da natureza)
Reza a lei da física que dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço; igualmente, também segundo a lei da física, um corpo não ocupa dois espaços ao mesmo tempo (a menos que esses dois espaços sejam transformados em um só, segundo critérios sócio-antropológicos e culturais).
Mas, no estado de “confusão mental” reinante nessa província, tudo é possível.
Talvez esse estado de delírio $IMcrético de alguns colegas – não todos, somente alguns mesmo – justifique as calúnias que algumas pessoas produzem e outras desavisadas reproduzem a respeito de nós, que mantemos a defesa da educação pública gratuita, apartidária, autônoma e de qualidade e, ainda, por respeito a princípios educativos e políticos, continuamos na defesa de que todos os trabalhadores em educação devam ser reconhecidos e valorizados enquanto educadores que são.
E engana-se quem pensa que a aprovação do estatuto sujo acabou com essa nossa luta. Muito pelo contrário!!! O golpe do governo e seus $IMpatizantes contra a educação e contra os direitos dos trabalhadores apenas reforçou a necessidade de continuar lutando, e com muito mais intensidade.
Mas, como esse não é um post/ artigo sobre o estatuto sujo exclusivamente, voltemos à questão inicial: as leis da física! Retomei inicialmente a questão da ocupação do espaço físico, lembrando que se dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço, também um corpo não ocupa dois lugares ao mesmo tempo. Isso materialmente falando, porque há quem afirme que $IM, por fé ou por “confusão mental”(para usar de uma expressão que – acreditem! – entrará para a história como uma das pérolas que terá o peso de afundar ainda mais no marinho mar de lama os marinheiros que perderam o rumo da navegação).
Pois bem, qual não foi minha surpresa quando, nesta quinta, uma amiga professora chegou na escola dizendo que, na outra escola em que trabalha, uma colega sua afirmou q disseram que eu estava fazendo “o maior barraco” no cenforpe, na quinta-feira, 12/12, tentando ocupar o palco onde estaria certa figura pública.
Seria esta a prova definitiva de que – $IM! – vivemos sob o pós-modernismo e de que – $IM – as leis da física foram final e comprovadamente desvalidadas?!
Ou seria mais um calunioso delírio $IMcrético de quem tenta, por todos os meios (inclusive desafiando as leis da física!), desqualificar os trabalhadores e sua luta em defesa da educação e da valorização de todos os que atuam nas escolas?
Fiquei tentando entender por qual razão alguém iria querer ocupar o palco onde estaria (não estava!) a certa figura pública, mas confesso que também fiquei perplexo (e de certa forma achei muito hilário!) ao ser informado de q esta pessoa teria sido eu mesmo, q naquele dia nem lá estava!
Mistééééério? Nem um pouco!!!
Reflexões críticas sobre os argumentos governistas (entre aspas) para aprovação do seu projeto
Do Blog Fórum da Educação SBC:
terça-feira, 26 de novembro de 2013
Reflexões críticas sobre os argumentos governistas (entre aspas) para aprovação do seu projeto
Discurso proferido na Câmara dos Vereadores em Defesa do Estatuto dos Profissionais da Educação aprovado no Congresso dos Trabalhadores
Nota da Pedra Lascada: O texto que segue abaixo, de autoria da colega Alzira Imaculada de Vasconcellos, Orientadora Pedagógica de nosso município, foi proferido na tribuna da Câmara dos Vereadores de SBC, ao dia 21 de novembro de 2013.
***
Bom dia a todos e todas! Bom dia Sr. Tião Mateus, presidente da câmara!
Peço licença e atenção, porque venho falar em defesa da educação pública da cidade de SBC e dos estatutos construídos nesta cidade!
Elaboramos o nosso primeiro estatuto em 1988 – no mesmo ano em que a Constituição foi promulgada consolidando assim, o projeto de democracia para toda sociedade brasileira. Para tanto defendíamos uma educação forte para todas as crianças e adolescentes e a composição de uma equipe competente para cumprir esta tarefa! Foi este o espirito que nos moveu e vem movendo nossos esforços em defesa da educação pública gratuita na reestruturação dos estatutos em 1998; 2008 e 2010.
Defendemos o concurso público que assegura a forma mais justa de ingresso no setor público. No caso específico dos profissionais da educação, isto tem relação direta com a qualidade de ensino, na medida em que permite constituição de um corpo de servidores qualificado para assegurar a continuidade do correto atendimento às necessidades da comunidade escolar e do sistema de ensino, independentemente das mudanças de governo.
Falo em nome daqueles trabalhadores e cidadãos que confiaram nas promessas deste governo que assumiu afirmando que reconhecia e valorizava o trabalho dos servidores, que regularizaria a nossa situação funcional herdada da gestão anterior e manteria a sua gestão decente e cumpridora de seus compromissos! E que até hoje, não se cumpriu e pior porque ao não ter feito a gestão prometida, aprofundou as perdas salariais, aumentou a crise das relações humanas nos locais de trabalho e agora joga com a desgraça e necessidade dos trabalhadores apelando para que aceitem migalhas abrindo mão do que está garantido por lei e por direito!
Falo em nome de todos aqueles que defendem a educação inclusiva, dos professores de educação especial e de quem faz parte de uma equipe multiprofissional composta; por orientadores, psicólogos, fonos, assistentes sociais entre outros com experiência em educação, que ao longo destes anos vem atuando no interior das escolas, fazendo a formação e apoiando aos professores em suas práticas. Sustentando, desta forma, os direitos das crianças deficientes e em situação de risco e vulnerabilidade social a entrarem, permanecerem e aprenderem dentro da escola.
Ao mesmo tempo, trabalhamos junto aos Conselhos tutelares, conselhos de direitos, conselhos de assistência social (CRAS), serviços de saúde inserindo a escola na rede de proteção das crianças e adolescentes; ajudando também a seus familiares vulnerabilizados a encontrar apoio e esperança nos serviços para superação de suas dificuldades e problemas.
É deste projeto de cidade e educação que estamos abrindo mão quando aceitamos a extinção destes cargos!
Reconhecemos os saberes dos professores construídos pela experiência do fazer diário pensante e reflexivo que especializa e sustenta competências específicas no ensino das diferentes faixas etárias: infantil, fundamental e EJA.
Falo em nome daqueles que respeitam a dignidade e o direito das crianças e adolescentes e suas famílias compartilharem um dia a dia fortalecidos pelos valores de igualdade, fraternidade e respeito ao próximo como ferramentas para construção da justiça, do combate ao preconceito, à discriminação e a violência.
Falo em nome de 9000 trabalhadores que construíram coletivamente uma proposta, num feito inédito, reconhecendo o papel educativo de todos os profissionais que atuam no interior de uma escola como uma equipe competente e capacitada para educar nossas crianças e adolescentes para o convívio e o bem comum no combate à discriminação e a violência e no fortalecimento de uma ética mais humanizada!
È deste projeto de educação que estamos abrindo mão quando, engavetamos uma proposta construída pelos trabalhadores, violamos a decisão de uma assembleia e apresentamos um abaixo assinado que representa a intolerância e a aversão aos processos coletivos e democráticos de decisão !
Por isto reafirmamos incansavelmente, que estes princípios são inegociáveis: Somos contrários a todo projeto da exclusão!
Por isso repetimos – Nenhum trabalhador de fora, nenhum direito a menos!
E finalmente Sres, a cidade de SBC que é reconhecida como o berço da democracia e das lutas sociais, que elevou um metalúrgico da classe popular a presidente da republica, poderá testemunhar neste dia de hoje a sua inserção ao berço antidemocrático se este projeto , ancorado numa ética mercantilista que nos transforma em objetos de troca retirando os status de cidadania, convivência e respeito mutuo, for aprovado. Estaremos nos colocando na roda viva do mercado consumista, destruidor dos sonhos e projetos de uma sociedade mais justa e igualitária porque é sustentado e fortalecido pelos valores do jeitinho, do toma lá da cá!. Enfim retornaremos a um tempo em que as crianças, famílias e os profissionais não passavam de objetos colocados num jogo de interesses e poder! Lugares estes, muito ocupados antes dos primeiro estatuto feito em 1988, portanto a aprovação deste projeto faz com que retrocedamos há mais de 30 anos!
Pensem nisto quando votarem!
Obrigada!
Alzira Imaculada de Vaconcellos





