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Vitória da Escola Pública: Regulamentação do Fundeb é aprovada com garantia de recurso público para a escola pública

Leia Carta à Sociedade Brasileira da Campanha Nacional pelo Direito à Educação

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Do site da Campanha Nacional pelo Direito à Educação

Carta à Sociedade Brasileira

Vitória da Escola Pública:

Regulamentação do Fundeb é aprovada com garantia de recurso público para a escola pública

Brasil, 17 de dezembro de 2020.

A Campanha Nacional pelo Direito à Educação – maior, mais ampla e mais plural rede em defesa do direito à educação no Brasil – comemora a aprovação do Projeto de Lei de Regulamentação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb, em votação final na Câmara dos Deputados.

A regulamentação respeitou a demanda da Campanha Nacional pelo Direito à Educação de não permissão de desvios de R$ 15,9 bilhões para o setor privado, respeitando a Constituição Federal de 1988 e a EC 108/2020, do Fundeb, aprovada em agosto deste ano. O texto final fortalece a escola pública e é mais um passo decisivo para a garantia da educação pública, gratuita e de qualidade no país. 

Essa vitória só foi possível porque o Senado Federal ouviu a demanda da Campanha e da comunidade educacional e corrigiu os graves erros da Câmara dos Deputados e respeitou os preceitos constitucionais.

A Campanha Nacional pelo Direito à Educação formulou argumentos técnicos e políticos, coordenando imensa e decisiva mobilização social, em atuação vitoriosa. Foram milhares de interações nas redes sociais nos últimos dias para salvar o Fundeb, com liderança contundente da Rede da Campanha, trabalhando dia e noite, por uma semana seguida, puxando a hashtag #FundebÉPúblico.

Contamos com a atuação imprescindível da Associação Nacional de Pesquisa em Financiamento da Educação – Fineduca, através de estudos científicos de primorosa qualidade e de alto nível, elevando o debate técnico. É importantíssimo também reconhecer o trabalho de mobilização e força da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação – CNTE, que esteve firme em defesa da educação pública e das e dos profissionais da educação. Ambas as organizações integram o Comitê Diretivo da Campanha, um colegiado que atuou amplamente pela aprovação deste texto sem retrocessos.

Por fim, um reconhecimento à Rede da Campanha, de educadoras e educadores presentes em todos os estados e no DF, que foram e sempre são imprescindíveis para as conquistas em prol do direito à educação, cada qual em suas frentes e estratégias respectivas de ação. Foi intenso, fomos juntos, e vencemos mais uma vez.

A Campanha Nacional pelo Direito à Educação reafirma, por fim, seu compromisso em seguir no debate técnico e político para a construção da lei do Sistema Nacional de Educação e para a regulamentação do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica e do Custo Aluno-Qualidade.

CAMPANHA NACIONAL PELO DIREITO À EDUCAÇÃO

Live do Caetano de Natal

Ia escrever algumas coisas que estão cá dentro, batendo, batendo, tocando fundo… Então me perdi no tempo sendo tocado pelas canções de Caetano Veloso em sua live de Natal. Perca-se você também. A gente merece.

“Não tenho nada com isso, nem vem falar
Eu não consigo entender sua lógica
Minha palavra cantada pode espantar
E a seus ouvidos parecer exótica

Mas acontece que eu não posso me deixar
Levar por um papo que já não deu, não deu
Acho que nada restou pra guardar ou lembrar
Do muito ou pouco que houve entre você e eu

Nenhuma força virá me fazer calar
Faço no tempo soar minha sílaba
Canto somente o que pede pra se cantar
Sou o que soa, eu não douro pílula

Tudo o que eu quero é um acorde perfeito, maior
Com todo o mundo podendo brilhar num cântico
Canto somente o que não pode mais se calar
Noutras palavras sou muito romântico”.

Não fechem nossa escola! A EMEB do Espaço Cidadania precisa de você

Neste final de semana, os educadores e alunos de São Bernardo do Campo foram surpreendidos com a informação de que o governo decidiu extinguir a EMEB do Espaço Cidadania para ceder espaço integral à Secretaria de Saúde.

A EMEB do Espaço Cidadania, que é localizada em região central próxima à Igreja Matriz, atende entre o primeiro e o segundo semestre de 2020 dos períodos da manhã, tarde e noite uma média de 350 jovens e adultos – muitos dos quais trabalhadores que, ao término do serviço, conseguem ter fácil acesso à escola em razão de sua localização central. Seu fechamento obrigará os alunos a escolherem outras escolas ou serem encaminhados à EMEB Maria Adelaide, cuja distância acarretará dificuldades de acesso.

Além de ferir o direito à educação, a decisão de fechamento da escola sem qualquer diálogo com comunidade e equipe escolar é mais uma cena explícita da falta de respeito ao conjunto dos profissionais de educação e da falta de transparência dessa administração. O anúncio tardio, feito em meio ao processo de remoção no último dia de recurso, impossibilitou que educadores prejudicados pela escolha de uma escola a ser extinta pudessem exercer o direito ao recurso.

Leia mais em SOMOS TODOS EDUCADORES

Até onde…

longe longe longe
aonde o eco se esconde
e a brisa dissipa,
                 insípida

aonde os olhos não vêem
as mãos se tocam
e as bocas se falam

aonde os lábios se encontram
os ouvidos se encantam
e os corpos se enroscam

aonde as mentes se aquietam
os sorrisos acontecem
e as horas se esquecem

aonde estão os seus braços
- invisíveis laços
que acalentam e aquecem.

Dentro da Noite Veloz (Fragmento)

A vida muda como a cor dos frutos
         lentamente
         e para sempre
A vida muda como a flor em fruto
         velozmente
A vida muda como a água em folhas
         o sonho em luz elétrica
         a rosa desembrulha do carbono
         o pássaro, da boca
                      mas
         quando for tempo
E é tempo todo tempo
                      mas
não basta um século para fazer a pétala
          que um só minuto faz
          ou não
                       mas
          a vida muda...
(...)

Ferreira Gullar

Maudie: Sua vida e sua Arte

O filme retrata de forma romantizada a vida sofrida da artista plástica Maud Lewis, que não se rendeu às dificuldades causadas por uma doença congênita que limitava seus movimentos.

Suas obras, com traços simples e belos, são como ferramentas para sobreviver ao ambiente de opressão, discriminação e preconceito em que viveu na infância e na vida adulta, demonstrando uma habilidade emocional surpreendente para conviver e lidar com um marido bruto, com a violência física e patrimonial e com as explorações econômicas de sua arte.

Nunca fez tanto sentido a máxima que diz “Temos a arte para não morrer da verdade”, que é atribuída ao filósofo Nietzsche.

As paisagens são lindas e a trilha sonora maravilhosa (destaque para Dear Dearling, de Mary Margaret O’Hara). É impossível chegar ao final do filme sem um travo na garganta e alguma revolta na alma.

Por alguma razão (por muitas razões!), o retrato que o filme traz de Maud me fez lembrar um poema de Boris Pasternak:

“Ser famoso não é bonito.
Não nos torna mais criativos.
São dispensáveis os arquivos.
Um manuscrito é só um escrito.

O fim da arte é doar somente.
Não são os louros nem as loas.
Constrange a nós, pobres pessoas,
Estar na boca de toda a gente.

Cumpre viver sem impostura.
Viver até os últimos passos.
Aprender a amar os espaços
E a ouvir o som da voz futura.

Convém deixar brancos à beira
Não do papel, mas do destino,
E nesses vãos deixar inscritos
Capítulos da vida inteira.

Apagar-se no anonimato,
Ocultando nossa passagem
Pela vida, como à paisagem
Oculta a nuvem com recato.

Alguns seguirão, passo a passo,
As pegadas do teu passar,
Mas não deves dissociar
Teu sucesso de teu fracasso.

Não deves renunciar a um mín-
Imo pedaço do teu ser,
Só estar vivo e permanecer
Vivo, e viver até o fim”.

E você? Depois de assistir ao filme, o que vê da sua “janela”?

*

Em tempo: para aprofundar a reflexão sobre o filme, indico o artigo “Maudie, ou a arte como estratégia de sobrevivência emocional“, de Maria do Carmo Guido (melhor assistir ao filme antes de ler o artigo).

Imagens: Google Imagens e site História da Arte.

Nuestros Amantes

Produção espanhola no catálogo da Netflix, Nuestros Amantes é classificada como comédia, drama, romance, comédia romântica e – curiosamente – como drama romântico.

Um homem e uma mulher se encontram em uma livraria e começam a desenvolver um relacionamento com um desafio: não saber o nome de ambos e nem perguntar diretamente ou pesquisar sobre a vida um do outro. Nada de telefone; nada de internet.

A fotografia é simples e atrativa, bonita mesmo, com closes em personagens bastante expressivos e possíveis.

Com algumas cutucadas em referência à “qualidade” literária do escritor Paulo Coelho, os diálogos são divertidos, engraçados e sensíveis. O tema, delicado; a abordagem, inteligente.

Vale a hora e meia pelo seu roteiro sem grandes sobressaltos, mas nem por isso muito previsível, ou desinteressante. Pelo contrário, no caso desse filme, um pouco de previsibilidade cai bem porque torna a coisa verossímil a ponto de a gente não apenas imaginar onde vai dar, como também torcer para que aconteça e, ainda, num certo momento ficar com raiva por achar que a coisa vai degringolar de vez. Se vai ou não, só assistindo para saber 😉

Na escola dos sonhos

Na escola dos sonhos em que me criaram
Aprendi que a vida é mais que ter
Aprendi que a sorte depende do que fazemos
Que nem sempre o que fazemos depende de sorte
Que nem sempre temos sorte.
 
Na escola dos sonhos em que me criaram
Aprendi a olhar nas coisas mais que as coisas
A olhar e a perceber pessoas, processos, histórias
Aprendi a construir, mais que objetos,
Possibilidades.
 
Na escola dos sonhos em que me criaram
O caminhar coletivo – eu aprendi –
É opção pelo caminhar solitário
Mesmo que não se queira
E o sonhar é liberdade e é tristeza.
 
Na escola dos sonhos em que me criaram
Aprendi que as escolhas são poucas
Mas que há sempre uma saída
Senão repentina, ao menos vindoura
E o quão fugaz é a vida.
 
Na escola dos sonhos em que me criaram
Aprendi a amar nas pessoas
Além do que elas são no momento
Suas potencialidades...
O ser, o devir, o vir-a-ser.
 
Na escola dos sonhos em que me criaram
Na escola dos sonhos em que me criei
Na escola dos sonhos que eu criei
Há uma vaga, há um querer
Esperando você.

[M.S]

Imagem em destaque: Pixabay.com

Música de fundo: Thinking Out Loud (Ed Sheeran), por Alenka & Anze

A desinformação é o princípio da dominação sobre a população…

NOTA DA PEDRA LASCADA: O presente texto foi escrito por uma colega servidora pública, que pede que o compartilhemos ao máximo para que a população entenda os prejuízos que a dita Reforma Administrativa acarretará aos serviços públicos, e não apenas aos servidores concursados.

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Perdoe pelo texto enorme, mas precisamos trazer as informações que a grande mídia não quer que as pessoas saibam.

  1. Mas já teve tanta reforma! O que é essa reforma administrativa?

                Sim. Já teve muita “reforma” depois de 2016: Lei do teto de gastos (outubro de 2016); Reforma Trabalhista (2017); Reforma da Previdência (nov/2019), e em 2020, a Lei de auxilio aos municípios e estados contra o corona vírus, que concedeu dinheiro federal em troca de limitar os gastos com os funcionários públicos (veja a incoerência: como combater o corona vírus e minimizar o sofrimento da população sem serviço público?).

                Depois de todas essas reformas, no início de setembro de 2020 foi encaminhada a reforma administrativa. Essa reforma incide sobre os funcionários públicos e, na prática vai acabar com o serviço público, pois quando não houver mais concursos e todos os servidores atuais forem demitidos (poderão demitir se exceder os gastos) ou estiverem aposentados, o que vai acontecer entre cinco e quinze ou vinte anos, no máximo, não haverá mais serviço público.

                Vale lembrar que SBC já fez sua reforma da previdência baseada na lei de novembro de 2019, sob protestos dos servidores na câmara municipal em 23/12/2019 sem necessidade alguma, porque nossa previdência era superavitária como provou o Dieese. É uma pressa assustadora, você não acha? SBC também já se incluiu na Lei do auxílio em junho de 2020 congelando os salários e todos os benefícios dos funcionários, inclusive os da saúde que estão na linha de frente do combate ao corona.

                Pense um instante e diga: O que você acha que vai acontecer quando a reforma administrativa for aprovada em nível nacional?

                É bom saber que a reforma não atinge só os funcionários novos, ninguém está a salvo!

  • Você sabe o que é funcionário ou servidor público?

                Eu nasci em um hospital público, ou seja, pelas mãos dos servidores que ali trabalhavam. Quando meus entes queridos faleceram foram enterrados em cemitério público, pelas mãos dos coveiros, que eram funcionários públicos. Eu estudei em escola pública, com professores, merendeiras, auxiliares de limpeza, diretores e outros profissionais, todos funcionários públicos. Isso só para ilustrar o mais básico do que é o serviço público e o valor de ter esse serviço.

                Eu nunca fui vagabunda, pelo contrário, e sempre trabalhei com paixão, pelo sonho da educação pública, laica, gratuita, de qualidade e libertadora para todos. Quem me conhece sabe que é verdade. E quem convive com funcionários públicos sabe que os que cumprem seus deveres corretamente são a maioria.

  • Por que o governo quer fazer a reforma administrativa?

                Para manter os privilégios, embora ele diga que é para acabar com os privilégios.

                Para “embasar” a reforma administrativa o governo federal encomendou uma pesquisa ao Banco Mundial, embora tenhamos especialistas aqui que poderiam fazê-la (e já fizeram). Essa “pesquisa” afirmou que o problema do Brasil é ter muito gasto com o povo e ignorou que o maior gasto é pagar juros da tal dívida pública, que significa dar dinheiro dos impostos do povo aos banqueiros (isso mesmo: o Robin Hood do Apocalipse).

                A “pesquisa” recomenda diminuir gastos demitindo professores e colocando mais alunos por sala e usando tratamentos mais baratos no SUS.

  • Dizem: “Mas funcionário público é acomodado, pra não dizer vagabundo mesmo, e isso acontece porque eles não são demitidos. Precisa acabar com a estabilidade!”

                Existem alternativas previstas em lei para os maus servidores. As demissões podem acontecer e acontecem e a população tem todo o direito de cobrar um bom serviço.

                Além disso, é justamente o fato de ter estabilidade que faz com que funcionários públicos competentes admitidos por concurso público que comprova sua habilitação técnica façam seu trabalho com comprometimento independente de quem ou qual partido esteja no governo. Sem estabilidade cada governante poderá indicar os seus funcionários que não precisarão comprovar competência técnica e nem se preocupar em seguir uma carreira. (na prática será legalizar a “rachadinha”)

  • Dizem: “A reforma administrativa vai acabar com os supersalários”

                Primeiro você precisa saber que existem basicamente dois tipos de funcionários públicos:

  • Funcionários ligados à repressão e tributação, ou seja, juízes, militares e auditores fiscais e, políticos, que não são funcionários públicos, mas são pagos pelo Estado. Nesta camada estão os supersalários.
  • Funcionários ligados aos serviços sociais, ou seja, que atendem a população: médicos, enfermeiros, professores, coveiros, enfim, aqueles que garantem os direitos sociais da população. Nesta camada está a imensa maioria dos funcionários e os salários, em sua maioria variam entre 1500 e 5000 reais.

Resumindo: servidor que atende a população não tem supersalário. Juízes, políticos e militares têm (sem falar na pensão vitalícia para filhas de militares). Mas eles não estão incluídos na reforma.

                Adivinha quem será afetado pela reforma administrativa que a mídia diz que é tão necessária?

  • Dizem: “A reforma vai acabar com férias de 60 dias.”

                Servidor que atende a população não tem férias de 60 dias. Juiz tem. Mas juiz não está incluído na reforma.

  • A reforma prevê o fim da aposentadoria compulsória como forma de punição.

                Servidor, quando erra, não é aposentado, é demitido, se for comprovada a sua falha em processo administrativo. Juízes são aposentados como punição e com salário integral. Mas Juízes não estão incluídos na reforma.

Concluindo:

                Quando você sofre um acidente, quem te socorre é um bombeiro, que é um servidor atingido pela reforma. Quem te leva pro hospital é um motorista, também servidor. Quem te opera é um médico, servidor. Quem cuida de você no hospital é uma enfermeira, servidora. Quem educa seu filho é uma professora, servidora. Quem varre as ruas em que você anda é um gari servidor.

                Todos esses servidores são atingidos pela reforma. Todos estão sem reajuste há anos e agora mais ainda, com a “Lei da Ajuda” aos estados e municípios estão sem benefício algum. Todos trabalham para o Estado atender você.

                Esse deve ser o papel do Estado e não o que vemos desde sempre que é injetar dinheiro nos bancos com o nome de “pagar a dívida pública”, tirar dos pobres, velhos, trabalhadores e deficientes para dar aos empresários, latifundiários, donos de emissoras de TV, mercadores da fé e herdeiros das capitanias hereditárias, em geral, com o nome de isenção fiscal ou perdão das dívidas.

                Então, não é contra os servidores que temos que nos voltar, porque os verdadeiros culpados são os que ganham fortunas e convencem a população que o problema do Brasil é o servidor e é preciso diminuir o Estado.

                Pense um instante e responda: Qual Estado essas pessoas querem ver diminuído? O Estado que presta serviço à população ou o Estado que lhes dá tudo sem que precisem dar nada em troca? De que lado você quer estar?

                E para encerrar afirmo que precisamos ser propositivos: não adianta só reclamar, precisamos trazer propostas e as minhas são:

  • Reforma agrária urbana e rural para que todos possam ter moradia na cidade e para que se possa plantar, colher e distribuir alimentos agroecológicos, sem agrotóxicos cultivados em pequenas propriedades (agricultura familiar). Podemos ter hortas urbanas também!
  • Taxação de fortunas e imposto de renda progressivo: não é justo que os herdeiros das capitanias hereditárias não paguem imposto e o trabalhador pague imposto sobre cada grão de arroz que compra. Detalhe: pense um pouco o que significa renda e o que significa salário e pense se você pertence à classe média ou à classe trabalhadora.
  • Criação de cooperativas de produção: algum empresário sobreviveria se não houvesse trabalhadores para explorar? O que seria dos aplicativos se não houvesse trabalhadores, por exemplo. São os empresários que precisam dos trabalhadores e não os trabalhadores que precisam dos empresários.  

                Claro que há muitas outras propostas para melhorar a vida de TODOS e não só dos 10% mais ricos, mas estas aqui mudariam o rumo da vida da imensa maioria e, inclusive financiaria um serviço público de mais qualidade com a possibilidade de termos prédios melhores e mais bem equipados para funcionamento de escolas e hospitais, salas de aula com menos alunos, professores auxiliares ou estagiários em turmas de crianças menores e de alfabetização, dentre outras coisas que você pode sonhar para termos uma vida digna.  

Obrigada por ler até aqui.

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Outubro de 2020

Imagem em destaque: Sintrajufe/RS