Não vamos trabalhar até morrer! Queremos nossos direitos!!!

GREVE GERAL CONTRA AS REFORMAS DA PREVIDÊNCIA E TRABALHISTA

Slide4BOLETIM ESPECIAL DA CSP-CONLUTAS

 MARÇO/ABRIL 2017

http://cspconlutas.org.br/

O governo Temer anunciou e quer votar nos próximos meses uma reforma da Previdência que nos obrigará a morrer trabalhando, sem direito à aposentadoria e outros benefícios previdenciários. Quer aumentar para 49 anos o tempo de  contribuição  do trabalhador e a idade mínima para 65 até 70 anos. Quer reduzir benefícios aos que tem trabalho insalubre e dos trabalhadores rurais, assim como o de pessoas com deficiências. Também quer acabar com a aposentadoria por invalidez. Todos serão afetados!

Esse governo também quer dar continuidade a um projeto já apresentado em governos ante- riores de reforma Trabalhista. Ou seja, Temer e os deputados cor- ruptos, não satisfeitos em aca- bar com a Previdência Pública, pretendem atacar severamente os direitos trabalhistas. Entre os principais ataques estão o “negociado sobre o legislado”. Isto quer dizer que os patrões po- dem impor acordos rebaixados, pois não haverá mais a garantia da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Ou seja,  poderão impor a forma que quiserem de cumprimento da jornada mensal de 220 horas, o parcelamento das férias, a desregulamentação de vez das horas extras e outros ataques. Para tal, tentarão enfraquecer ainda mais as representações sindicais dos trabalhadores. Continuar lendo “Não vamos trabalhar até morrer! Queremos nossos direitos!!!”

A morte de Marisa Letícia e o Retrato de Dorian Gray

Ao anúncio da até então internação da ex-primeira dama Marisa Letícia seguiram-se, nas redes sociais, um lodaçal de comentários mórbidos; uns até feitos por figuras ou instituições da burguesia cinicamente vociferando uma mal fingida indignação sobre a mesma estar internada em hospital particular e não hospital público, como se estes fossem usuários do SUS… Continuar lendo “A morte de Marisa Letícia e o Retrato de Dorian Gray”

O discurso de Angela Davis na Marcha das Mulheres contra Trump

Por Angela Davis. Confira abaixo o discurso proferido pela filósofa e ativista Angela Davis, autora de Mulheres, raça e classe, na Marcha das Mulheres [Women’s March] contra Donald Trump realizada no último sábado, dia 21 de janeiro de 2017, em Washington. A tradução é de Juliana Borges. Confira aqui a transcrição integral do discurso em inglês, e […]

via O discurso de Angela Davis na Marcha das Mulheres contra Trump — Blog da Boitempo

 

Pery recua e edita outro manual de conduta

Reconhecer os equívocos e recuar é um gesto de grandeza. Neste sentido, temos de dar os parabéns!

As reflexões que fizemos, no entanto, permanecem necessárias. É urgente garantir melhores condições de trabalho para todos os servidores.

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Do sítio Diário do Grande ABC:

Presidente da Câmara suaviza texto depois de polêmica, mas derrapa no Português

Fonte: Pery recua e edita outro manual de conduta – Diário do Grande ABC – Notícias e informações do Grande ABC: pery cartola,manual,câmara de são bernardo

Morre Teori. E o tribunal da internet já decidiu: foi conspiração

NOTA DA PEDRA LASCADA: Buscando fazer um contraponto às inúmeras teorias de complôs que surgem rede afora, Sakamoto apresenta ponderações importantes que podem contribuir para que, no meio de tantas hipóteses e convicções (muitas descabidas,  tendenciosas e outras beirando o lunático), tenhamos o cuidado de filtrar informações e procuremos manter o discernimento e o equilíbrio necesssário à constituição da verdade, que depende de fatos e provas, e não de nossas elocubrações. Mas que tudo é muito suspeito, isso sem dúvida é, até porque a morte de Teori interessa diretamente aos investigados na Lava Jato, em especial ao atual ocupante da presidência, pois as delações cujas homologações estavam previstas para fevereiro atingem em cheio o próprio Temer e os homens fortes do governo. 

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Por Leonardo Sakamoto, do Blog do Sakamoto

A causa da queda do avião em que estava o relator da Lava Jato no STF, ministro Teori Zavascki, nesta quinta (19), em Paraty (RJ), ainda será investigada. Por enquanto, não é possível dizer a causa – falha humana, imperícia, falha da máquina, condições metereológicas, sabotagem.

Mas a tragédia em si, atingindo um dos principais nomes do combate à corrupção, que estava analisando as delações premiadas de diretores da Odebrecht, o que afetaria centenas de políticos, aliado a outras informações, como a previsão regimental de que o novo relator da Lava Jato possa ser o próximo ministro do Supremo indicado por Michel Temer e confirmado pelo Senado Federal (que conta com um pacote de réus na própria Lava Jato), fez com que o tribunal da internet já decidisse: a morte foi conspiração.

Afirma-se, nas redes sociais, a relação da morte do então candidato à presidência da República, Eduardo Campos, também em uma queda de avião no litoral paulista, em agosto de 2014, com o acidente de hoje – o que mudou a disputa eleitoral daquele ano. O nome do político do PSB figurou entre os treding topics mundiais do Twitter. Abaixo, é claro, do nome de ”Teori”, que se tornou o principal assunto global nessa rede social. Acompanhado também da hashtag ”House of Cards”, através do qual brasileiros relacionavam a série de política do Netflix ao país.

Talvez esquecendo que o Brasil, faz tempo, passou a ser roteirizado pela equipe de Game of Thrones.

Claro que os cantos mais sombrios de nossa alma, neste momento, buscam juntar essas informações e dar sentido ao ocorrido. E é importante e saudável desconfiar de tudo e de todos e pensar em hipóteses. O problema é que, às vezes, a vida simplesmente não tem sentido para além do sentido que damos a ela.

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Para continuar lendo, visite o Blog do Sakamoto clicando aqui.

Os desafios que estão postos para 2017

Por Zé Maria, metalúrgico e presidente nacional do PSTU

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Chegou o final de 2016 e é hora de encarar os desafios que estão colocados para o próximo ano em meio à grave crise econômica e política que vive o Brasil. É preciso saber de onde estamos vindo, para melhor vislumbrarmos para onde temos de caminhar, se queremos construir uma saída para a situação que vive o país, impedindo que os custos da crise sejam, mais uma vez, atirados nas costas dos trabalhadores, trabalhadoras e do povo pobre do Brasil.

A crise econômica que assola o país, de profundidade inédita em nossa história recente, leva o grande empresariado e os governos (Federal, estaduais e municipais) a intensificarem os ataques aos direitos e ao nível de vida da classe trabalhadora e do povo pobre. Os capitalistas – banqueiros e grandes empresários – fazem isso porque dessa forma criam condições para ver crescer novamente sua margem de lucro (para eles, isso é sair da crise). E os governos fazem porque atuam, cada vez mais abertamente, como capachos dos bancos e das grandes empresas (que financiam suas campanhas e seus partidos), contra os interesses da maioria da população.

Por outro lado, foram as consequências desse quadro – o desemprego que atinge hoje mais de 20 milhões de brasileiros e brasileiras, os ataques ao seguro-desemprego, ao abono do PIS, os cortes de investimentos em saúde, educação, moradia, os ataques à aposentadoria e aos direitos trabalhistas – que levam à revolta que tem crescido a olhos vistos no interior das fábricas e nos bairros pobres dos grandes centros urbanos. É o que levou à ruptura da ampla maioria da classe trabalhadora com o governo da presidenta Dilma logo depois da sua reeleição, constituindo-se – esse fato – no elemento fundamental da crise política que se abriu no país desde aquele momento.

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Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

Sete marcas de chocolate são acusadas de exploração do trabalho escravo infantil

Do sítio Conexão Jornalismo, publicado em fevereiro de 2016.

http://www.conexaojornalismo.com.br/colunas/politica/geral/sete-marcas-de-chocolate-sao-acusadas-de-exploracao-do-trabalho-escravo-infantil-74-42583

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O cacau, matéria prima do chocolate, é plantado há séculos em continentes como a América do Sul e África. Mas em alguns casos, especialmente no africano, mais precisamente na Costa do Marfim, o extrativismo tem se beneficiado da mão de obra do trabalho escravo infantil. São milhares de crianças exploradas por empresas internacionais que comercializam o desejado chocolate sem que seus consumidores se deem conta. Um processo já tramita na Justiça e nele sete empresas, entre elas a Nestlé, figuram como acusadas.

Em setembro de 2015, foi apresentada uma ação judicial (veja aqui) contra a Mars, a Nestlé e a Hershey alegando que estas estavam a enganar os consumidores que “sem querer” financiavam o negócio do trabalho escravo infantil do chocolate na África Ocidental.

Crianças entre os 11 e os 16 anos (por vezes até mais novas) são levadas e trancafiadas em plantações, isoladas, onde trabalham de 80 a 100 horas por semana. O documentário Slavery: A Global Investigation (Escravidão: Uma Investigação Global) entrevistou crianças que foram libertadas. Elas revelaram que frequentemente eram espancadas: davam murros e batiam com cintos e chicotes. “Os espancamentos eram uma parte da minha vida”, contou Aly Diabate, uma destas crianças libertadas. “Sempre que te carregavam com sacos [de grãos de cacau] e caías enquanto os transportavas, ninguém te ajudava. Em vez disso, batiam-te e batiam-te até que te levantasses de novo.” Continuar lendo “Sete marcas de chocolate são acusadas de exploração do trabalho escravo infantil”

“Todas as pontes que você queima”…

http://olhares.uol.com.br/-foto1591252.html

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All the bridges that you burn
Come back one day to haunt you

(Tracy Chapman)

Estava triste. Até que li o jornal da chapatrão. As mentiras e calúnias de sempre estão lá, estampadas. Estão estampadas também, na cara larga, as contradições e as distâncias abissais entre o que dizem fazer, entre o que propõem e entre o que efetivamente fazem e fizeram.

Obviamente nada disso é motivo para estar feliz; afinal, se escrevem umas coisas estapafúrdias como as ali contidas, imagino o que dizem à boca pequena, falando diretamente a ouvidos desprevenidos ou escrevendo  a olhos incautos, em grupos que não participo.

Na verdade, eu sei o que dizem e o que escrevem. E muito do que inventam não vale a pena responder ou se preocupar em desmentir, ainda sob o risco de alguns, por boa fé ou ingenuidade, acreditarem.

Crenças são assim mesmo, mobilizam emoções e sentimentos, geram até mesmo medo e ódio do que se julga conhecer, mas não se sabe realmente até se certificar da veracidade do que inescrupulosamente afirmam…

Dias atrás alguém que não me conhecia (e por lógica nem eu esse alguém) me disse: “Eu te conheço de outros carnavais“. E eu quase que pensei que o porre que eu havia tomado devia ter sido homérico, porque não lembrava da pessoa nem lembrava de ter ido a algum carnaval nos últimos 25 anos.

O bacana é que após um tempo de uma DR entre dois recém-conhecidos, a pessoa disse: “poxa, eu devia ter conversado diretamente com você antes”…

O lamentável é que, limitados pelas desigualdades reiteradamente impostas nas eleições do sindicato, não tenho (nós da chapa 2 não temos) condição de conversar pessoalmente com tantas outras pessoas que possam também acreditar que me (nos) conheçam de “outros carnavais”…

Não nos cabe julgar quem (por descuido ?) acredita em calúnias, em informações distorcidas ou difamações. O importante é saber, como diz o velho ditado popular: quem semeia vento colhe tempestade.

E a tempestade das desilusões após o ser humano se defrontar com as verdades dos fatos é exponencialmente proporcional aos ventos da mentira soprados nos ouvidos dos de boa fé, porque quem tem boa fé age por boa fé, é boa gente, ainda que pela influência das invencionices ouvidas possa por vezes tomar decisões equivocadas, agir por engano e, sem saber, contra si mesmo.

Faz parte.

Aprendi uma coisa simples e verdadeira nesta caminhada: as pessoas precisam fazer suas experiências para, quem sabe, aprender com elas.

E esse “quem sabe”, esse terreno rico de possibilidades, é um risco que vale a pena correr, porque respeita o tempo, o ritmo e até mesmo as limitações das pessoas, deixando o caminho, as portas e as janelas abertas para que a qualquer tempo trilhem, entrem ou apenas espiem, se assim desejarem, se assim decidirem…

É por isso que não convém o tempo todo ficar lembrando às pessoas a célebre constatação de Marx: “se a aparência correspondesse à essência, a ciência seria desnecessária” (em português claro: nem tudo é como a gente pensa que é só porque nos disseram).

Ainda que de fato para conhecer seja necessário ter uma atitude radical, isto é, ir às raízes, à origem, consultar diretamente a fonte… Às vezes é mais educativo, embora possa vir à ser uma experiência dolorosa, deixar as pessoas testarem, tentarem…

Eu estava triste. Até que li o jornal da chapatrão… É que, ao escreverem suas invencionices estapafúrdias para tentarem enganar os colegas e espezinharem nossa paciência, me deram essa alegria da reflexão e deixaram um lastro de pólvora que, ahhhh, será bonito de ver quando as luzes acenderem!!!

 Oxalá acenderão!

M.S.