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Direito de Greve: lei nº 7783/89

Do blog da Oposição Unificada:

http://oposicaounificadasbc.blogspot.com.br/2015/05/direito-de-greve-lei-federal-n-778389.html

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Direito de greve: Lei Federal nº 7783/89

Colega servidor público, diante das várias dúvidas e receios em relação à greve do funcionalismo público de SBC, e no intuito de contribuir com os esclarecimentos, segue abaixo uma síntese com breves comentários sobre a Lei Federal nº 7783/89. A íntegra da lei pode ser acessada em:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7783.htm

Art. 1º É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.

(…)

Art. 2º Para os fins desta Lei, considera-se legítimo exercício do direito de greve a suspensão coletiva, temporária e pacífica, total ou parcial, de prestação pessoal de serviços a empregador.

Estes dois primeiros artigos são tão claros em relação ao direito de greve que, mais explícitos que isso, diríamos que seriam até “pornográficos”!

Art. 3º Frustrada a negociação ou verificada a impossibilidade de recursos via arbitral, é facultada a cessação coletiva do trabalho.

Art. 14 Constitui abuso do direito de greve a inobservância das normas contidas na presente Lei, bem como a manutenção da paralisação após a celebração de acordo, convenção ou decisão da Justiça do Trabalho.

Parágrafo único. Na vigência de acordo, convenção ou sentença normativa não constitui abuso do exercício do direito de greve a paralisação que:

I – tenha por objetivo exigir o cumprimento de cláusula ou condição;

II – seja motivada pela superveniência de fatos novo ou acontecimento imprevisto que modifique substancialmente a relação de trabalho.

Na tentativa de desmobilizar os trabalhadores, o governo Marinho divulgou comunicados informando que agendou reunião com a direção do sindicato e alegou que continuava (!!!) em processo de negociação e por isso não haveria motivo para a greve, dando a entender que considera a greve abusiva (quem determina se e abusiva ou não é a Justiça do Trabalho, não é o governo),

Tais alegações seriam engraçadas, se não fossem trágicas! Que raios de negociação é essa em que desde fevereiro o governo sequer apresentou contraproposta?!

Ora, o acordo coletivo firmado entre sindicato e governo estabelece março como a data-base dos servidores públicos de SBC. Faz pelo menos dois meses que as negociações são reiteradamente frustradas pelo governo e, portanto, o desrespeito do governo Marinho ao acordo coletivo mais do que justifica a greve dos servidores!

Pedimos a gentileza de ler novamente o Parágrafo único do artigo 14. Depois retorne a leitura do nosso texto.

Então, entendeu?

De modo algum é abusiva a greve dos servidores. No caso é obrigação, pois um dos objetivos da greve é exigir o cumprimento do acordo coletivo a respeito das negociações da campanha salarial.

Conheça a pauta de reivindicações em:

http://www.sindservsbc.org.br/en/noticias/especiais/campanha-salarial-2015/1050-campanha-salarial-2015-pauta-de-reivindicacoes.html)

Se a greve não é abusiva (e só seria considerada ou não abusiva depois de julgada pela Justiça do Trabalho), nenhum trabalhador pode sofrer falta injustificada ou qualquer outro tipo de punição por estar em greve.

E tornamos a dizer: quem determina a legalidade da greve não é o governo, mas sim a Justiça do Trabalho,

E nós grevistas, quais são as nossas garantias? O artigo 6º dispensa comentários (ele é quase um desenho):

Art. 6º São assegurados aos grevistas, dentre outros direitos:

I – o emprego de meios pacíficos tendentes a persuadir ou aliciar os trabalhadores a aderirem à greve;

II – a arrecadação de fundos e a livre divulgação do movimento.

  • 1º Em nenhuma hipótese, os meios adotados por empregados e empregadores poderão violar ou constranger os direitos e garantias fundamentais de outrem.
  • É vedado às empresas adotar meios para constranger o empregado ao comparecimento ao trabalho, bem como capazes de frustrar a divulgação do movimento.
  • As manifestações e atos de persuasão utilizados pelos grevistas não poderão impedir o acesso ao trabalho nem causar ameaça ou dano à propriedade ou pessoa.

Após ler isso, devolvemos as perguntas a tod@s que nos indagaram durante a semana. Legalmente, o trabalhador que aderir à greve pode…

– Sofrer falta injustificada?

– Ser prejudicado em sua evolução funcional?

– Ser demitido por estar em estágio probatório?

– Ser trocado compulsoriamente de local de trabalho?

– Ser substituído de função gratificada por motivo de adesão à greve?

– Perder direitos adquiridos, como PTS e Licença Prêmio?

– Ser coagido e assediado para voltar ao trabalho?

– Ser avaliado negativamente em estágio probatório em decorrência da adesão à greve?

– Ser punido por manifestar-se a favor da greve e por tentar convencer os colegas à aderirem à greve?

Assinale a alternativa que corresponde à resposta das perguntas anteriores:

(X) Não

(   ) Sim

Se você ainda não tem certeza quanto à resposta correta, volte ao artigo 6º. Caso ainda tenha dúvidas, leia esse texto de novo.

Ao persistirem os sintomas, quer dizer, as dúvidas, não consulte um médico; junte-se à manifestação dos servidores públicos de SBC mais próxima de você e, se der medo, vai com medo mesmo, pois estamos juntos nesta luta.

Com diz o ditado: quem não pode com a formiga não atiça o formigueiro!

 

Oposição Unificada

dos Servidores Públicos

de São Bernardo do Campo

Dia das mães, dia de luta!

   
   Além da feira do Riacho, neste domingo, 10 de maio, o Comando de Greve dos funcionários de SBC distribuiu carta  e dialogou com a população na feira do Assunção e na feira do Jardim do Lago. 
Apesar das diferenças e críticas que temos à direção do sindicato, não podemos fazer da campanha salarial e da greve uma campanha eleitoral antecipada, sob pena de prejudicar a vitória dos trabalhadores.

As conquistas dos trabalhadores depende da unidade de ação. A Oposição Unificada está participando do comando de greve porque defende os interesses coletivos do funcionalismo ao qual também fazemos parte! 

Não abriremos mão de nossos posicionamentos críticos, quando a critica for necessária, e estamos vigilantes e atuantes para não deixar a luta dos o trabalhadores ser moeda de troca para quem quer que seja.

Sobre a greve, calúnias e necessidade de unidade na ação

Junto com outros colegas da Oposição Unificada faço parte do comando de greve, cuja criação foi proposta pela Oposição Unificada na assembleia do dia 07 de maio.

Infelizmente, na tentativa de desmobilizar os trabalhadores, antecipar de um modo muito sujo um debate de eleição para a direção do sindicato e claramente tentando fragilizar a Oposição Unificada, algumas pessoas, geralmente escondidas atrás de perfis falsos, estão publicando afirmações caluniosas contra a minha pessoa em específico.

Uma dessas calúnias diz respeito ao meu posicionamento em relação à greve dos servidores de São Bernardo do Campo, cuja proposta foi debatida e aprovada na assembleia do dia 07/05.

Assim que tiver um tempo vou publicar a transcrição de minha fala na assembleia (se possível publico o áudio também) para deixar claro que, em nome da Oposição Unificada, durante a assembleia fiz a defesa da greve, mas discordando da forma proposta pela direção, apresentamos ações complementares para a construção de uma grande greve dos servidores.

Chamamos a atenção para o fato de o vídeo publicado pela direção do sindicato mostrar apenas o momento da votação. Apresentado assim de forma fragmentada e sem contexto, induz a uma falsa interpretação do posicionamento da Oposição Unificada – posicionamento este representado pela minha fala.

Acontece que a proposta de construção de greve apresentada pela Oposição Unificada não foi colocada em votação (aprofundaremos o debate crítico sobre isto somente após a campanha salarial).

Portanto, esclarecemos: votamos (e não foram meia dúzia de pessoas, foram muitíssimo mais) contra o encaminhamento proposto pela direção, e não contra a greve em si.

Não seria estranho nós propormos a constituição de um comando de greve e ao mesmo tempo falar contra a realização da greve?

Diante de afirmações estranhas e que não condizem com a minha postura, peço a gentileza aos meus amigos e colegas que:

1. Sempre que lerem comentários que atribuam a mim atitudes não condizentes com as minhas práticas (que sempre foram em defesa dos interesses coletivos dos trabalhadores) duvidem. Desconfiem principalmente quando se trata de perfil falso. Caluniadores geralmente se escondem por trás do anonimato numa tentativa de não serem responsabilizados pelos crimes que cometem.

2. Façam um Print Screen e me repassem para que possamos responder às dúvidas e, em casos de calúnias e difamações, criar materialidade para fazer com que as pessoas que estão propagando calúnias e difamações respondam por seus atos.

3. Calúnia, injúria e difamação são crimes. Por isso, não compartilhem nem curtam posts que façam ataques pessoais e que claramente intencionam depreciar a imagem pessoal e atentar contra a moral e a honra alheia. Divergências de opiniões fazem parte da pluralidade humana; o debate e a crítica são necessários ao processo democrático e contribuem para a evolução dos pensamentos quando expostos de forma honesta e argumentativa, sem ofensas pessoais.

4. Na medida do possível, ajudem a desconstruir as calúnias, contestem, rebatam, coloquem em dúvida afirmações que vocês sabem que não condizem com a minha prática.

6. Por fim, compartilhem este post, para que possamos esclarecer a todos.

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O discurso de ódio, as ofensas pessoais, as injúrias e as calúnias, além de atentar contra a dignidade e a honra alheia, prejudicam a organização dos trabalhadores e só interessam ao governo e àqueles que fazem de tudo pela manutenção de seus egos e privilégios

O momento agora é de unidade na ação. Independente das discordâncias em relação à estratégia de construção da greve (e não em relação à greve) e ainda que nossa proposta foi prejudicada ao não ser colocada em votação, a assembleia é soberana e sua decisão precisa ser respeitada e defendida por todos os trabalhadores – mesmo aqueles que se manifestaram contrários à greve e também aqueles que não foram à assembleia.

 Acatar, defender e construir com o máximo empenho as propostas aprovadas em assembleia é obrigação de todos os trabalhadores e trabalhadoras. Por isso, a Oposição Unificada, mantendo seu posicionamento crítico em relação à direção sindical, contribuirá com a construção e consolidação da greve geral, que deve persistir até que o governo negocie a reposição e o pagamento dos dias parados e acate as reivindicações da campanha salarial.

Perguntas e respostas sobre a greve

Pergunta: 

Vamos as dúvidas…Pessoas que ingressaram na rede agora ou ainda estão no probatório.. se aderir a greve o que pode acontecer?  Outra duvida, ja assinaram o ultimo probatorio mas ainda nao foi publicado, o que acontece?

Resposta: Pode acontecer de ajudar a todos os funcionários saírem vitoriosos na campanha salarial.
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Qto a eventuais perseguições por parte do governo, vamos exigir da direção do sindicato ações jurídicas concretas para defender e representar todos os trabalhadores, independente de serem filiados ou não. Greve é um direito. E diante do enorme descaso do governo, diria que é um dever.

Servidores de SBC decidem entrar em greve

Conforme decisão da assembleia, entramos em greve a partir da próxima quarta-feira. Este é o resultado da intransigência do governo Marinho em não querer negociar. Neste momento a unidade na organização da luta é essencial para garantir a vitória de todo o funcionalismo, por isso a Oposição Unificada durante a assembleia sugeriu a constituição de um comando de greve, do qual representantes do nosso grupo farão parte. 

Ampliar a unidade somando forças com outras categorias em greve é um caminho que precisamos seguir, por isso há que somarmos forças junto aos professores do estado em greve há mais de 45 dias!

No mesmo sentido, é importante construirmos ações unificadas com servidores públicos da região que também estiveram e/ou estão em luta.

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Veja mais no Blog da Oposição Umificada: 

http://oposicaounificadasbc.blogspot.com.br/?m=0

Tod@s à assembleia no dia 07 de maio!

Do Blog Oposição Unificada dos Servidores de São Bernardo do Campo
A direção do Sindserv SBC marcou assembleia da campanha salarial para este dia 07 de maio, às 19h na Praça Santa Filomena, centro de São Bernardo. É mais uma assembleia convocada em cima da hora, e no mesmo dia em que se reunirá com o governo para discutir a pauta de reivindicações.
Coisa semelhante aconteceu em 2013, quando foi convocada assembleia relâmpago e os servidores nem puderam discutir e apresentar propostas, enquanto a direção do sindicato de forma truculenta monopolizou as falas e defendeu a proposta governista. Há fortes indícios de que a história se repita, pois a direção do sindicato definiu que o funcionalismo público está em estado de greve mesmo sem ter ocorrido assembleia dos servidores para deliberar esta questão.É importante o estado de greve para preparar a greve, caso ela seja necessária. Mas decretar estado de greve sem ter sido aprovado em assembleia? É muito autocratismo.
É por isso que os servidores públicos precisam se organizar e comparecer todos à assembleia. Não vamos deixar a história se repetir! Não vamos deixar os trabalhadores saírem mais uma vez derrotados! Participe! Convoque seus colegas! Vamos novamente de preto mostrar a nossa indignação e lutar pelo aumento salarial e todos os nossos direitos!

Trabalhar de preto…

Sobre trabalhar de preto em apoio aos professores espancados pelo governo do psdb do Paraná e em apoio pelos professores desprezados e tripudiados pelo governo do psdb de São Paulo: é fato que concretamente não muda nada. Mas os caminhos que trilham a construção das consciências, citando e parafraseando livremente Michael Apple, passa pela disputa política no campo do simbólico. Pode concretamente a curto e médio prazo não mudar nada, mas tem um poder de mudança cultural a longo prazo. Ainda mais quando se vestem de preto em solidariedade profissionais que não são nem da mesma categoria.

PM reprime violentamente profissionais da Educação do Paraná para garantir aprovação de retirada de direitos previdenciários

 

Seria mais um dia de luta tenso da greve dos profissionais da educação uma vez que já havia tido repressão no dia anterior. Mas os que estavam nas ruas centrais de Curitiba não esperavam passar pelo o que passaram nesta quarta-feira (29) durante o protesto contra a votação do ParanaPrevidencia e promoção de um ajuste fiscal estadual, que reduz drasticamente direitos dos servidores estaduais. O ato unificado de trabalhadores está sendo duramente reprimido neste momento pela polícia de Beto Richa (PSDB). Já há dezenas de trabalhadores feridos. Enquanto a PM reprime os servidores, os deputados votam na Assembleia Legislativa projeto de lei que altera custeio da ParanaPrevidência. Todo apoio aos servidores públicos do Paraná! Abaixo a repressão digna de época de ditadura militar.

 

Segundo a professora Marcia Ferher, da CSP-Conlutas, o centro virou um campo de guerra. “É uma vergonha o que estão fazendo aqui, já vi diversos trabalhadores feridos, dois acabaram de ser levados por uma ambulância. A que ponto chegou o governo de Beto Richa (PSDB) para aprovar a retirada de direitos dos servidores no estado”, denuncia a professora revoltada. Márcia comenta que a repressão pesada durou mais de uma hora, mas que há espírito de resistência na categoria para impedir a votação.

Profissionais em Educação do Paraná intensificam luta para barrar votação do projeto que ataca previdência e será votado hoje

 

Os profissionais em Educação do Paraná em greve continuam mobilizados para barrar o projeto de lei que ataca direitos previdenciários dos servidores públicos. A votação das emendas da medida que foi adiada para esta quarta-feira (29). Os servidores estão comparecendo em peso ao Centro Cívico, em Curitiba, e reforçam a resistência contra esse ataque. Estão previstas mais de 20 mil trabalhadores em frente à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

 

A mobilização é contra as políticas do governador Beto Richa (PSDB) que está tentando aprovar, sem discussão alguma, o projeto de lei 252/2015, que prevê mudanças na Paraná Previdência – fundo que paga a aposentadoria de servidores estaduais e pensionistas.

 

Desde o início da mobilização, a categoria enfrenta a truculência da polícia e a dureza do estado que tenta impedir os trabalhadores em acompanhar a votação do projeto. Os educadores tiveram que acionar a justiça para conseguir entrar no plenário na terça-feira (28), no entanto a polícia, usando extrema violência, dificultou o acesso dos servidores.

 

Na noite de segunda- feira (27), o governador tucano acionou um aparato policial descomunal para fazer um cerco à Alep. Os policiais agiram com truculência contra os professores e impediram o acesso às dependências do local, tentando desmontar o acampamento montado do lado de fora desde o fim de semana.

 

O Bloco de Oposição conseguiu instalar algumas barracas, mas, à noite, a polícia partiu para a cima numa ação e violência descabidas. “Para cada professor acampando havia quatro policiais com gás de pimenta, foi muita repressão”, conta a professora Karem Capelesso, representante do Bloco de Oposição APP de Luta e Pela Base, ligado à CSP-Conlutas.

 

Os carros de som do sindicato foram guinchados e continua uma forte intimidação sobre os trabalhadores, mas a resistência continua e o acampamento permanece.

 

“Nós vamos fortalecer nosso acampamento e resistir. Diversos ônibus estão saindo de várias regiões do Paraná rumo à capital para unir forças e pressionar o governo de Beto Richa e a “bancada do camburão” para que não imputem esse projeto sobre os servidores”, frisa Karem, se referindo ao governador do Estado e aos deputados, que só conseguiram acessar à Alep dentro de um camburão, durante a greve realizada em fevereiro, contra o mesmo projeto.

 

Retomada da mobilização

 

Os profissionais da educação do Paraná realizaram uma forte greve em fevereiro último com 100% de adesão contra diversos projetos previstos para serem votados, que atacam os direitos da categoria e do conjunto do funcionalismo público no estado.

 

Em fevereiro, a categoria ocupou a Alep duas vezes e conseguiu barrar o pacotaço de Beto Richa. Na segunda vez, mais de 50 mil pessoas derrubaram as grades e furaram o bloqueio da tropa de choque. Sob os gritos de palavras de ordem de “Fora Beto Richa”, “Ou retira ou não sai”, os deputados foram obrigados a retirar o projeto de pauta e ainda fugir de camburão blindado.

 

O PL 252/2015, que retira direitos previdenciários, é um dos projetos mais prejudiciais aos trabalhadores e, por isso mesmo, tem causado muita revolta entre os servidores. O governo tem um déficit elevadíssimo nas contas públicas e quer cobrir esse rombo tirando verbas da previdência e da aposentadoria dos trabalhadores. O rombo do Fundo Financeiro do Estado foi deixado por ele e outros governadores que o sucederam, inclusive com as nababescas obras da Copa do Mundo de 2014.  Para cobrir esse montante o governo tucano exige que os trabalhadores paguem por ele, por isso quer utilizar dinheiro do Paraná Previdência, que é o fundo previdenciário dos servidores. Um verdadeiro absurdo!

 

Para fortalecer a mobilização dos servidores públicos, os trabalhadores da saúde estadual também decidiram pela greve em assembleia realizada nesta terça-feira e vão em caravanas para Curitiba e participar da mobilização em frente à Alep.

 

Ataque é nacional

 

Os educadores, o trabalhadores da saúde e o conjunto dos servidores públicos não podem permitir essa escala de ataques contra a categoria. A CSP-Conlutas apoia a luta desses trabalhadores, assim como apoia as greves dos profissionais da educação que vêm ocorrendo por todo o país, como em São Paulo, Pará e Pernambuco, contra retirada de direitos trabalhistas.

 

Segundo Paulo Barela, também servidor público e membro da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas,“a política do governo Dilma-PT, que editou as MP-664 e 665 retirando direitos das pensões por morte, seguro desemprego, PIS e seguro defeso, assim como a política de Beto Richa-PSDB, que retira direitos previdenciários dos servidores públicos, carrega o mesmo receituário de combate à crise econômica jogando a conta nas costas dos trabalhadores. Não vamos aceitar isso”.

 

O dirigente saúda a disposição e a combatividade dos servidores públicos do Paraná que representam um exemplo para a classe trabalhadora em nosso país, entretanto pondera que é preciso avançar na unificação de todos os trabalhadores e suas lutas rumo à greve geral. “Nós, da CSP-Conlutas, fazemos esse chamado a todas as Centrais e exigimos da CUT, especialmente, que rompa com o governo e defenda de fato os interesses dos trabalhadores”.

 

Barela aponta a greve geral como a única perspectiva neste momento capaz de barrar efetivamente os ataques aos direitos dos trabalhadores em todo o país, seja por meio das MPs-664 e 665, do PL-4330 das terceirizações ou projetos estaduais e municipais, como esse do tucano Beto Richa.

Matéria atualizada dia 29 às 10h30


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Fonte: http://cspconlutas.org.br/2015/04/profissonais-da-educacao-do-parana-enfrentam-repressao-da-pm-para-impedir-votacao-de-projeto-de-beto-richa-psdb-que-retira-direitos-dos-servidores/