Há um muro de concreto entre o céu e a Terra Sonhando ser o teto uma saída O camarada proletário constrói sua astronave Com sete cores e com sete chaves Banhado pela luz da Lua e pela Luz do Sol. Sem perceber, o camarada proletário sonha E nuvens alvas movem-se sob os seus pés Mas o proletário já não pode Abaixar a cabeça e calar-se Pois dentro dele há um ideal e um grito Às vezes de dor, às vezes de desespero. Sonha, camarada proletário, Sonha, que o futuro virá! [M.S.]
Categoria: Contos, crônicas, poesias & afins
Louvor do Revolucionário
Quando a opressão aumenta
Muitos se desencorajam
Mas a coragem dele cresce.
Ele organiza a luta
Pelo tostão do salário, pela água do chá
E pelo poder no Estado.
Pergunta à propriedade:
Donde vens tu?
Pergunta às opiniões:
A quem aproveitais?
Onde quer que todos calem
Ali falará ele
E onde reina a opressão e se fala do Destino
Ele nomeará os nomes.
Onde se senta à mesa
Senta-se a insatisfação à mesa
A comida estraga-se
E reconhece-se que o quarto é acanhado.
Pra onde quer que o expulsem, para lá
Vai a revolta, e donde é escorraçado
Fica ainda lá o desassossego.
[Bertolt Brecht]
O encanto da vida
Ela estava aqui
Agora há pouco
Ao meu lado mesmo
Dentro de mim
Aquecendo
Afagando
A minha fronte. Continuar lendo “O encanto da vida”
Ela estava aqui
Agora há pouco
Ao meu lado mesmo
Dentro de mim
Aquecendo
Afagando
A minha fronte. Continuar lendo “O encanto da vida”
Os rostos
Os rostos que conhecemos
são as sínteses de vários flagrantes
sucessivos e superpostos; Continuar lendo “Os rostos”
Preci.so

Coração
Amanhece nesse domingo
Os santos se persignam
As fogueiras já são cinzas
E o pouco que se espera
É que o dia custe a passar. Continuar lendo “Coração”
Retratos do artista quando coisa
A maior riqueza
do homem
é sua incompletude. Continuar lendo “Retratos do artista quando coisa”
Doudo
Amante crucificado pela loucura.
Seu amor é paixão avassaladora
de uma vastidão incontrolável,
de uma solidão inconsolável.
Que
já –
Mais –
Sempre
Sempre
Interminantemente
Se deixa iludir pela realidade
[M.S.]
E viva a Revolução!
Flor de Lis, blog da Marisa Teixeira, a quem tenho prazer em conhecer pessoalmente, é uma ilha no oceano turbulento da internet. Com sua narrativa simples e envolvente de fatos de seu cotidiano, e demonstrando uma sensibilidade rara, Marisa vai nos conduzindo a um mundo que deixa de ser somente seu para ser também nosso, de quem a lê… [M.S.]
Claro que estou falando da revolução interna, aquela que vira a gente do avesso e nos faz emergir com outra narrativa a nosso respeito. Se bem que neste sábado eu tive uma ajudinha do Fidel Castro, até porque saí com a promessa de dançar um chá-chá-chá em sua homenagem. Começou que pela primeira vez eu convidei dois homens pra me levar à pista. Vá lá que antes eles tinham me dado sinais de seu interesse. Foi quando eu o vi no meio do povo. Sabe aquele moço ali contente? Já fui doente naquele homem. Aproveita pra tirar uma casquinha, ela me encorajou. Tomei fôlego e me apresentei. Fui recebida com um abraço. Bem na hora do samba. Fomos rememorar nossa parceria. Eu nunca tive um par como ele, que dança qualquer ritmo. Pude verbalizar isso quando desabamos à mesa do bar à frente de uma garrafa de água e de um…
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Metáforas
Como cacos colados remendo versos anacrônicos:



