às vezes em desalento
por mil vezes e mil proventos
mesmo em descontentamento
buscando algum consenso
tento
no intuito de fomento
há que adicionar fermento
e não deixar ao vento
nem sempre a contento
tento
o trabalho é imenso
o processo longo e lento
o resultado, penso,
entre suspense e suspenso
tenso, tento.
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Sobre mudanças e permanências
Aquilo que adoecia ainda adoece e desta vez acabo – por algum sentimento egoísta – me sentindo aliviado por não estar no olho do furacão. Mas sinto por meus pares, sinto muito mesmo e aqui têm publicamente a minha solidariedade, porque, de verdade, sinto em mim a angústia que vocês sentem.
Continuar lendo “Sobre mudanças e permanências”Golpistas não passaram e não passarão.
Não chamarei juiz de herói, assim como não chamo político de mito nem de painho. É vasta a literatura que trata dessa antiga ideologia (poderíamos chamar de fenômeno?) de idolatria a pessoas, da ultrapersonalização e do fanatismo que entorpece análises reflexivas, que embaça a visão e que representa e prenuncia perigos recorrentes nesse endeusamento de pessoas…
Continuar lendo “Golpistas não passaram e não passarão.”Reflexões sobre coletivismo, individualismo e alguns mitos

Educação é prática coletiva e um coletivo não é meramente uma soma de indivíduos; é um organismo que se constrói pela ação de sujeitos com suas subjetividades e que compartilham concepções e princípios comuns – sujeitos que dialogam a partir de suas individualidades, se comprometem e se responsabilizam no e pelo processo, sabendo que este é tão importante quanto o resultado, porque é daquele que se origina a boa ou má qualidade deste.
É certo que um coletivo não se constrói ao vento, por osmose ou por geração espontânea – ele é fruto de trabalho e da ação consciente, planejada, coerente e consequente de lideranças. Neste sentido, tomando como referência um importante teórico revolucionário que dizia que a crise do movimento revolucionário é a crise da direção revolucionária, precisamos reconhecer que em certa medida as dificuldades de uma coletividade são reflexos de dificuldades da direção dessa coletividade.
Sobre a condenação de Leon Lins, o “comeliante”
A CONDENAÇÃO DE LEO LINS É UM LIBELO EM DEFESA DA HUMANIDADE E DA HUMANIZAÇÃO.
Disse um conhecido que a condenação (mais do que justa, necessária!) do “comeliante” Leo Lins seria uma aberração porque baseada em lei que teria sido criada pelo STF. Neste momento, não vou entrar no mérito da falsidade de que o STF criaria leis (não cria!), porque a cebola das fakes é feita de tantas camadas que precisamos descascar uma a uma.
Mulher pede licença-maternidade de bebê reborn
Não é uma matéria do Sensacionalista, infelizmente…
A vivência no mundo da fantasia, que a gente tanto defende para as crianças, não deveria ser motivo de chacota.
Quando nós adultos imergimos em jogos de videogame e afins nada mais estamos fazendo do que fantasiando a realidade; quando as pessoas saíam (não sei se ainda saem) pelas ruas apontando celulares pelos cantos à caça de Pokemons, por exemplo… pura fantasia, fuga da realidade que, de tão pesada, carece sim de um escape.
Sem anistia!
Não guardo ilusão alguma e tenho muitas críticas ao judiciário, que é uma casta corporativista, altamente privilegiada e que, em última instância, sempre se coloca contra os direitos dos trabalhadores.
Continuar lendo “Sem anistia!”Amor
Amor é música constante
Cantada em voz miudinha
Descompasso e dissonante
A um passo que não tinha.
Só a ouve não quem a toca
Mas quem por ela é tocado
Bem no canto de tua boca
Num sorriso disfarçado.
Cavaleiro imaginário
A cavalgar um alazão
À margem esquerda do rio
Em que repousa o coração.
Está onde não se procura
De tantas faces, muitas vestes
Ora iluminada, ora escura
Se lança a céus azuis celestes.
[M.S.]
Pretexto
sem ter tido
um sentido
além do dito
ou do escrito
compreendido
o contexto
às vezes um texto
é só um pretexto
nem tudo de mim
é sobre mim
às vezes é meio
pelo qual semeio
outras vezes
em si mesmo
é fim
às vezes é só
outras, sim
[M.S.]
Por que me tornei professor…
“Um fantasma ronda a Europa” …

Um fantasma ronda a Europa, o Brasil e, especialmente, as primeiras aulas de todos as disciplinas dos cursos de Magistério, dos cursos de Pedagogia, dos cursos de especializações… Também do início dos cursos de aperfeiçoamentos pedagógicos às primeiras semanas do início na profissão e volta-e-meia quando nos deparamos com novos colegas ou, ainda, nas dinâmicas e nutrições de recepções de equipes ronda o fantasma daquela velha e eterna novidade, que é a pergunta: “Por que me tornei professor?”









