Raízes (Sil de Jesus)

Tenho sucumbido muitas vezes.
Depois, respiro fundo,
levanto,
lavo o rosto,
sigo em frente.
Não é fácil morrer,
mais difícil é renascer,
fingir-se de sol,
cegar-se na luz,
sonhar com a lua,
e tragar o mar.

Eu sigo renascendo,
não sei mais para
onde seguir.
Abracei minhas raízes
e me permitir subir.

[Sil de Jesus]

Sil de Jesus – Poetisa, terapeuta e servidora pública.

Resenha: O Corpo Feminino em Revistas (Saulo Ferro)

Por Saulo Ferro

FIGUEIREDO,Débora de Carvalho; NASCIMENTO,Fábio Santiago; RODRIGUES,Maria Eduarda. Discurso, culto ao corpo e identidade: representações do corpo feminino em revistas brasileiras. Linguagem em (Dis)curso – LemD, Tubarão, SC, v. 17, n. 1, p. 67-87, jan./abr. 2017.

REFERÊNCIAS

ALBERONI,Francesco. O Erotismo: Fantasias e Realidades do Amor e Sedução. Garzanti Editore s.p.a., 1986.


O artigo “Discurso, culto ao corpo e identidade: representações do corpo feminino nas revistas brasileiras”,  produzido como material de extensão do projeto de pesquisa “A representação das identidades corporais no discurso midiático: o papel do culto ao corpo na construção das identidades femininas na modernidade tardia”, apresenta como o mercado brasileiro padroniza, através do consumismo e da teoria cultural, a estética feminina através de gatilhos psicológicos, sociais e monetários.

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2018

Prometo não dizer nunca;
e de prometer jamais me contrariar
- nunca antes, nunca depois, sempre agora...

Um instante preso dentro de uma garrafa
opaca e sem tampa;
Um instante pronto para ser bebido
até a última gota,direto do gargalo
para a garganta.

Prometo escolher só as palavras erradas
- as mais rotas, irregulares e inexatas
Para que todos os sentidos sejam possíveis,

Para que nenhuma palavra
seja sentida, mesmo que linda
e tudo seja incompreensível
e ao mesmo tempo cristalino
como o brilho de uma sinapse
em seu ápice,
no instante em que finda.

Prometo não dizer prometo
e não arrancar da pele a flor,
à flor da pele,
quando exausto,
num silêncio incauto e ao infinito,
soltar um grito em série.

Prometo não dizer mais nada
Prometo não guardar segredo
e ainda (o que à memória agrada)
- prometo não esquecer do medo.

[M.S.]