Um fantasma ronda São Bernardo: o fantasma do comunismo (só que não…)

Sísifo, de Tiziano - 1549
Sísifo, de Tiziano – 1549

Cansei do clima de macarthismo que certos colegas estão instalando nas redes sociais.

A liberdade de consciência política e filosófica foi conquistada com muita luta e sangue contra a ditadura brasileira que se perpetua na mente colonizada de alguns seres.

A despeito de propostas mirabolantes e quiçá tentadoras (tentadoras a quem precisa se alimentar de ilusões), projetos autoritários de poder se revelam em discursos que tentam depreciar adversários acusando-os de “comunistas”, “socialistas”, de “esquerda” etc e tal, como se crime fosse, ou fosse desonra ou ignomínia ser de esquerda, ser socialista, comunista, anarquista… Continuar lendo “Um fantasma ronda São Bernardo: o fantasma do comunismo (só que não…)”

A greve de 2015 e os acordos de gabinete

“NEGOCIAÇÃO”…

A negociação realizada pela direção/chapa um trouxe grandes prejuízos aos servidores públicos: ficamos sem aumento real e sem reposição da inflação em 2015 e cerca de 200 aposentados foram excluídos do acordo coletivo, perdendo até mesmo o direito ao abono de Natal que sempre tiveram.

No meio da greve a pauta de reivindicação foi simplesmente descartada pela direção sem qualquer consulta aos trabalhadores. O reajuste efetuado em 2016 – fruto da pressão realizada pelos servidores grevistas – não cobriu as perdas salariais acumuladas em anos sem aumento real; o poder de compra dos servidores diminui a cada dia, consumido pela inflação, pelos altos impostos e pelas altas tarifas de água, luz e transporte. Continuar lendo “A greve de 2015 e os acordos de gabinete”

Sabão e espelho não fazem mal a ninguém

Não está sendo fácil ser alvo de calúnias e difamações feitas por pessoas que para se manter no aparato e continuar servindo aos interesses do governo do qual fazem parte, inventam mentiras  tentando depreciar a imagem profissional de um servidor que, em última instância, é colega de trabalho delas.

Ora, é assim, enganando os trabalhadores com calúnias a respeito dos adversários que elas querem continuar na direção do sindicato? Continuar lendo “Sabão e espelho não fazem mal a ninguém”

Possessão – Parte I

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Este é o mundo real. E verdadeiramente surreal. Às vezes os bandidos vencem. Suas mentiras, mesmo que todos a conheçam, continuam sendo proferidas com tamanha convicção que chegamos a pensar que é caso para intervenção psiquiátrica. Eles bebem e se fartam – comemoram o sucesso de seus golpes… Afinal, como diz aquela velha canção de rock’n roll, “a história se repete, mas a força deixa a história mal contada”.

No reverso do espelho distorcido em que enxergam nos outros aquilo que eles são, mas que alguns não se percebem e outros fingem não se perceber, talvez até pensem que os outros é que são um bando de safados que fazem um discurso barato a ser desconstruído. Mas isto é só uma suposição, pois é simplesmente impossível saber o que pensam ou que dizem procurando no outro o inimigo que está em si mesmos. Continuar lendo “Possessão – Parte I”

Sobre as mentiras que eles contam (e as verdades que tentam esconder)

2015-09-19 17.52.45Não sou obrigado. Sou?

Meu perfil no face é privado, embora meus compartilhamentos sejam públicos, pois sou responsável por aquilo que escrevo.

O perfil do Sindserv é de caráter público, e mesmo sendo sócio há mais de 16 anos, permaneço bloqueado para comentar nele, sendo impossibilitado de responder aos costumeiros achincalhes que os marinheiros reproduzem.

Certa pessoa, que estava na minha lista, se queixou que a bloqueei, no entanto também já no perfil dela bem antes eu estava bloqueado para fazer comentários e me defender das suas difamações.

Outro cidadão, que gosta de posar de bom moço, mas nada tem de moço nem muito menos de bom, estes dias ficou indignado porque respondi em um grupo fechado do face a algumas calúnias que ele insistia em reproduzir – a indignação dele era de que eu, por não pertencer ao seu segmento, teria ferido as regras do grupo (!). Este mesmo cidadão se manifestou publicamente chocado com uma matéria tendenciosa publicada por uma mídia reconhecidamente ligada à CUT, mas sequer esboçou a mesma “indignação” quanto aos aposentados serem agredidos verbalmente por capangas do governo, que costumam ser contratados também pela direção do sindicato em atos e assembleias para tentar intimidar os servidores. Aliás, o cidadão não mostrou a mesma indignação com a agressão sofrida por todos os servidores com a imposição do projeto marinheiro que acabou com o IMASF.

A chapa governista, que mudou o estatuto do sindicato na calada da noite e recolheu assinaturas até de quem não era filiado, proibiu filiados de participarem da assembleia da comissão eleitoral; essa mesma chapa, que acusa a oposição de ter apoio de pessoas que defenderam a proposta do governo para o estatuto da educação, omite que sua chapa é integrada por lideranças que estiveram na linha de frente da defesa do projeto marinheiro colhendo assinaturas de um abaixo assinado de forma assediosa para fazer impor a vontade do governo… A chapa em questão, que dirige o sindicato, fomentou e fomenta a divisão entre os servidores, favorecendo assim os golpes do governo contra os trabalhadores.

Diante de calúnias reproduzidas em redes sociais e panfletos escritos, quando questiono as pessoas cujas fotos estão no panfleto se elas concordam com as calúnias, uma vez que as subscrevem ainda que indiretamente como apoiadoras, elas ficam indignadas com a minha pergunta e exigem respeito.

E nós é que somos sectários?

Não vou ficar respondendo calúnias para não dar mais ibope ao jogo sujo da chapa marinheira , mas não sou obrigado a manter na minha timeline nem nos grupos que administro no WhatsApp comentários e pessoas que ferem a dignidade pessoal de ninguém, muito menos a minha.

Aceito o debate crítico, mas não ficarei inerte diante de condutas de moral duvidosa.

E continuo na certeza de que seja qual for o resultado da votação da eleição do Sindserv, a Oposição Unificada é uma grande vitoriosa pois não se deixou abater nem entrou no jogo sujo da calúnia e de práticas antissindicais.

CHAPA 2 – OPOSIÇÃO UNIFICADA: porque um sindicato plural e democrático se constrói na conduta ética,sem fugir ao debate crítico e sempre mantendo o respeito mesmo com aqueles com quem divergimos.

Aderir à greve é o maior indicador de compromisso com a qualidade do trabalho pedagógico e com a educação 

Pessoas, acredito que ninguém duvida do meu compromisso com a educação das crianças, com a qualidade do trabalho pedagógico e com as famílias. E também não duvido do compromisso de vocês! Muito pelo contrário, aposto no compromisso de vocês e, por isso, enquanto  diretor, sempre me envolvi organicamente com as questões pedagógicas da escola – por princípio como afirma nosso PPP, a administração escolar deve estar voltada para dar suporte ao pedagógico, ela existe em função do pedagógico.

Paulo Freire escreveu que ser professor e não lutar é uma contradição pedagógica – isso porque  o compromisso com a educação nem de longe significa tão somente cumprir rigorosamente os horários de trabalho. Invejo quem diz que consegue cumprir regularmente suas 40h semanais, porque  eu mesmo trabalho bem mais que isso!

Afirmo com toda a convicção que assumimos nosso compromisso pedagógico lutando por melhores condições de salário e de trabalho, e é por isso que estamos  em greve.

Lutando por melhores condições de trabalho e de salário, ainda que temporariamente prejudicamos o calendario escolar, estamos colocando em prática o nosso discurso de formação para a cidadania, de sujeitos críticos e pensantes, de autonomia, de solidariedade, de construção coletiva, de compromisso com a educação etc.

O discurso sem a ação é discurso vazio, amorfo, burocrático, é efetivar aquilo que muitas vezes como professores falamos das equipes gestoras, que “o discurso é uma coisa, a prática é outra”.

Sei que há medos, desconfianças, dificuldades materiais concretas, mas somos ou não somos autores da nossa história? Acreditamos mesmo em tudo que ensinamos às nossas crianças, ou apenas reproduzimos o velho e autoritário lema: “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço?”.

Ou, de tão submetidos aos autoritarismos governamental e capitalista, nos sujeitamos à condição de meros espectadores das ações históricas que o funcionalismo público de São Bernardo do Campo está escrevendo no momento?

É possível que alguém diga que tudo isso não vai dar em nada. E eu respondo que, no terreno das possibilidades, o risco de não dar em nada existe sim, e este risco fica um pouco mais forte a cada vez que alguém se rende antes de entrar na luta, ou desiste no caminho. O nada, na verdade, nós já temos. Salários aviltados, salas superlotadas e falta de professores (perdi a conta de quantas vezes tivemos de dividir crianças este ano), nosso prédio nas condições precárias que sabemos bem, direitos sendo retirados, os cargos colocados em extinção, a terceirização galopante…

Pergunto: o que mais temos medo de perder?!

Do pouco que nos restou ainda não tiraram a nossa dignidade. E ao não entrar na luta, ao não aderir à greve, lamento dizer: estamos deixando que nos tirem a dignidade também.

O maior risco que temos com essa greve é de, juntos, transformarmos essa campanha salarial que começou praticamente natimorta em uma tremenda vitória dos servidores públicos!

Coragem, pessoas! Estamos juntos! A cada dia que passa mais e mais servidores públicos estão aderindo à greve.

Nesta sexta-feira foram seguramente mais de 6 mil trabalhadores às ruas lutar pela abertura das negociações e pela aprovação da pauta de reivindicações da campanha salarial.

O governo vai usar de mentiras, vai jogar com o medo, com a desinformação… Cabe a cada um de nós exercer a nossa autonomia, a nossa capacidade de pensar e de refletir criticamente, de discernir sobre o que é verdade e o que é mentira…

Cabe a cada um de nós apostar na unidade, com ou sem medo, mas com a certeza de que juntos somos fortes; sozinhos somos e sempre seremos frágeis, e facilmente submetidos aos desmandos dos governos de plantão.

Aguardo vocês nesta segunda-feira, 08h da manhã na Praça Santa Filomena. Vocês são sempre bem-vind@s!

Ser professor e não lutar é uma contradição pedagógica!!!

Dia das mães, dia de luta!

   
   Além da feira do Riacho, neste domingo, 10 de maio, o Comando de Greve dos funcionários de SBC distribuiu carta  e dialogou com a população na feira do Assunção e na feira do Jardim do Lago. 
Apesar das diferenças e críticas que temos à direção do sindicato, não podemos fazer da campanha salarial e da greve uma campanha eleitoral antecipada, sob pena de prejudicar a vitória dos trabalhadores.

As conquistas dos trabalhadores depende da unidade de ação. A Oposição Unificada está participando do comando de greve porque defende os interesses coletivos do funcionalismo ao qual também fazemos parte! 

Não abriremos mão de nossos posicionamentos críticos, quando a critica for necessária, e estamos vigilantes e atuantes para não deixar a luta dos o trabalhadores ser moeda de troca para quem quer que seja.

Sobre a greve, calúnias e necessidade de unidade na ação

Junto com outros colegas da Oposição Unificada faço parte do comando de greve, cuja criação foi proposta pela Oposição Unificada na assembleia do dia 07 de maio.

Infelizmente, na tentativa de desmobilizar os trabalhadores, antecipar de um modo muito sujo um debate de eleição para a direção do sindicato e claramente tentando fragilizar a Oposição Unificada, algumas pessoas, geralmente escondidas atrás de perfis falsos, estão publicando afirmações caluniosas contra a minha pessoa em específico.

Uma dessas calúnias diz respeito ao meu posicionamento em relação à greve dos servidores de São Bernardo do Campo, cuja proposta foi debatida e aprovada na assembleia do dia 07/05.

Assim que tiver um tempo vou publicar a transcrição de minha fala na assembleia (se possível publico o áudio também) para deixar claro que, em nome da Oposição Unificada, durante a assembleia fiz a defesa da greve, mas discordando da forma proposta pela direção, apresentamos ações complementares para a construção de uma grande greve dos servidores.

Chamamos a atenção para o fato de o vídeo publicado pela direção do sindicato mostrar apenas o momento da votação. Apresentado assim de forma fragmentada e sem contexto, induz a uma falsa interpretação do posicionamento da Oposição Unificada – posicionamento este representado pela minha fala.

Acontece que a proposta de construção de greve apresentada pela Oposição Unificada não foi colocada em votação (aprofundaremos o debate crítico sobre isto somente após a campanha salarial).

Portanto, esclarecemos: votamos (e não foram meia dúzia de pessoas, foram muitíssimo mais) contra o encaminhamento proposto pela direção, e não contra a greve em si.

Não seria estranho nós propormos a constituição de um comando de greve e ao mesmo tempo falar contra a realização da greve?

Diante de afirmações estranhas e que não condizem com a minha postura, peço a gentileza aos meus amigos e colegas que:

1. Sempre que lerem comentários que atribuam a mim atitudes não condizentes com as minhas práticas (que sempre foram em defesa dos interesses coletivos dos trabalhadores) duvidem. Desconfiem principalmente quando se trata de perfil falso. Caluniadores geralmente se escondem por trás do anonimato numa tentativa de não serem responsabilizados pelos crimes que cometem.

2. Façam um Print Screen e me repassem para que possamos responder às dúvidas e, em casos de calúnias e difamações, criar materialidade para fazer com que as pessoas que estão propagando calúnias e difamações respondam por seus atos.

3. Calúnia, injúria e difamação são crimes. Por isso, não compartilhem nem curtam posts que façam ataques pessoais e que claramente intencionam depreciar a imagem pessoal e atentar contra a moral e a honra alheia. Divergências de opiniões fazem parte da pluralidade humana; o debate e a crítica são necessários ao processo democrático e contribuem para a evolução dos pensamentos quando expostos de forma honesta e argumentativa, sem ofensas pessoais.

4. Na medida do possível, ajudem a desconstruir as calúnias, contestem, rebatam, coloquem em dúvida afirmações que vocês sabem que não condizem com a minha prática.

6. Por fim, compartilhem este post, para que possamos esclarecer a todos.

***

O discurso de ódio, as ofensas pessoais, as injúrias e as calúnias, além de atentar contra a dignidade e a honra alheia, prejudicam a organização dos trabalhadores e só interessam ao governo e àqueles que fazem de tudo pela manutenção de seus egos e privilégios

O momento agora é de unidade na ação. Independente das discordâncias em relação à estratégia de construção da greve (e não em relação à greve) e ainda que nossa proposta foi prejudicada ao não ser colocada em votação, a assembleia é soberana e sua decisão precisa ser respeitada e defendida por todos os trabalhadores – mesmo aqueles que se manifestaram contrários à greve e também aqueles que não foram à assembleia.

 Acatar, defender e construir com o máximo empenho as propostas aprovadas em assembleia é obrigação de todos os trabalhadores e trabalhadoras. Por isso, a Oposição Unificada, mantendo seu posicionamento crítico em relação à direção sindical, contribuirá com a construção e consolidação da greve geral, que deve persistir até que o governo negocie a reposição e o pagamento dos dias parados e acate as reivindicações da campanha salarial.

Perguntas e respostas sobre a greve

Pergunta: 

Vamos as dúvidas…Pessoas que ingressaram na rede agora ou ainda estão no probatório.. se aderir a greve o que pode acontecer?  Outra duvida, ja assinaram o ultimo probatorio mas ainda nao foi publicado, o que acontece?

Resposta: Pode acontecer de ajudar a todos os funcionários saírem vitoriosos na campanha salarial.
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Qto a eventuais perseguições por parte do governo, vamos exigir da direção do sindicato ações jurídicas concretas para defender e representar todos os trabalhadores, independente de serem filiados ou não. Greve é um direito. E diante do enorme descaso do governo, diria que é um dever.