Escondo o mundo nos músculos do peito...
Enrolados neste barulho, somos sons intermináveis!
ruidosos, porque vitrais se quebram,
Ou é esse mundo de vidro que balança demais.
Alimento a fé com miudezas...
Espanta-me as preces decoradas!
Decorei, porque não acredito,
ou acreditando juntei memórias?
Engravido de fluidos que viram gente,
e de versos enfileirados que nunca pedi...
Possuo dons porque mereço,
ou por não merecer me tornei quem não sou?
Seguro a paciência num fio sem limites,
admirando caminhos que jamais se encontraram....
Encontro, porque espichar deixa sobras,
ou porque estirada me alcanço do outro lado?
Espreito o que é meu, desejo o que não sinto falta.
Maravilhas de pequenas criações...
Inventadas porque sou “querente”,
ou porque pensamento é descoberta de sonhador.
Ana de Lourdes Teixeira - Março,2017