Governo lança novo pacote de maldades! – 1

Tem pra todo mundo, menos para políticos, grandes empresários, juízes e militares de alta patente (para estes, a boquinha só cresce)!

Dias depois de aprovar a famigerada reforma da previdência – que na prática acarreta o fim do direito à aposentadoria para a grande maioria da população pobre e trabalhadora –  e dias depois de aprovar a cobrança de imposto sobre férias e 13º de acordo trabalhista, o governo Bolsonaro lançou hoje um pacote de maldades que, se aprovado, vai prejudicar ainda mais a vida da população mais pobre e trabalhadora. Continuar lendo “Governo lança novo pacote de maldades! – 1”

Servidor público concursado sim, com muito orgulho! Fora Bolsonaro, Mourão, Paulo Guedes e cia.

Olha a canalhice do ministro da destruição econômica Paulo Guedes!!!

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, em matéria publicada neste dia 05 de novembro (LEIA AQUI)   o governo Bolsonaro está apresentando um projeto para acabar com o direito de estabilidade dos servidores públicos, querendo também impedir o direito constitucional de filiação partidária e manifestação política de servidores públicos, o que é uma proposta claramente persecutória, fascistóide e ilegal – tudo isso no mesmo dia em que o autoritário e paranóico Bolsonaro, em entrevista, afirmou que nunca houve governo mais democrático que o dele. Ainda segundo o jornal, Continuar lendo “Servidor público concursado sim, com muito orgulho! Fora Bolsonaro, Mourão, Paulo Guedes e cia.”

Fora do tempo

Sem o susto de cada dia o homem não vive. 
Não pode com a certeza do fim ou de um recomeço sem tréguas, 
Com o imediato silêncio no instante que chega - e passa, 
Com o sopro do vento que traz uma gota de chuva,
Com a maneira certa de falar ou de se portar à mesa... 

Não pode com isso, muito menos com aquilo. 

Com uma fonte de desejo à frente e uma moeda que falta, 
Com o futuro que se esgarça a cada ação planejada 
- como areia que se esvai numa intenção esquecida.

O homem não pode consigo. 
Vê a estreiteza das rochas e insiste no naufrágio, 
Abandona-se à sorte para deleitar-se com a paisagem. 
Quando se dá conta, já foi, sem nunca ter sido. 

[M.S.]

A noite mais longa

Começou por volta das 15h, mas a algum tempo já dava sinais: um certo gelo no ar, um distanciamento entre os elementos naturais, uma forçada indiferença e, antes que desse por mim (que déssemos por nós), na plenitude da tarde a noite mais longa do ano desceu sobre nossas cabeças. Continuar lendo “A noite mais longa”

Somos todos educadores e todas as mães são especiais

Fatos irrefutáveis, embora existam os que neguem a realidade:

Somos todos educadores –  Família educa, escola educa; família ensina, escola ensina; família cuida, escola cuida.

Educação, ensino e cuidados são responsabilidades a serem compartilhadas entre família, Estado e sociedade (sendo a escola pública parte do Estado). A educação escolar deve ser complementar à educação familiar – estes são princípios básicos presentes desde a Constituição Federal, passando pela LDB, Estatuto da Criança e do Adolescente e absolutamente toda legislação educacional brasileira.

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Chegamos à “nova era”: a era da apologia à ignorância, a era da imbecilidade.

Governo Bolsonaro libera publicidades e erros em livros didáticos

Mais um desserviço do governo Bolsonaro prejudicará ainda mais a qualidade da educação: livros didáticos liberados com erros e sem necessidade de apresentar referências bibliográficas! E ainda por cima com propaganda?!!! É o caos! Continuar lendo “Chegamos à “nova era”: a era da apologia à ignorância, a era da imbecilidade.”

O saco de maldades foi aberto, e ninguém pode dizer que foi enganado por eles!

Às direções da classe trabalhadora e dos movimentos sociais cabe organizar a população em geral para impedir os cortes de direitos sociais e trabalhistas e a dilapidação do patrimônio nacional!

Em outubro de 2018, ainda em campanha eleitoral, Eduardo Bolsonaro publicou um tuíter revelador sobre o que seria um eventual governo de sua famiglia – logo tratou de corrigir como “gafe”, erro de digitação ou qualquer outra desculpa esfarrapada semelhante…  Contudo, mal completou dois dias na presidência, Bolsonaro pai mostra a que veio (e, convenhamos, nunca escondeu de ninguém): detonar com os direitos da população mais empobrecida, dos grupos mais vulnerabilizados e com os já poucos direitos da classe trabalhadora. Continuar lendo “O saco de maldades foi aberto, e ninguém pode dizer que foi enganado por eles!”

Voto Haddad 13 e peço que você vote também, não anule, não vote em branco, nao se omita nem vote no coiso.

Peço apenas um tempinho de sua atenção porque, face ao momento em que vivemos, a cada dia que passa mais e mais angustiante fica ao constatar que estamos a um passo de uma ruptura democrática sem precedentes que se ampara em uma verdadeira fraude eleitoral por meio de uma campanha de disseminação de mentiras, calúnias e difamações e que encontra eco no sentimento (legítimo até) de repulsa a um partido que governou o nosso país por 14 anos, e que entre acertos e desacertos mais do que frustou, traiu nossa confiança ao se aliar a quem dizia combater e ao praticar muito do que criticava.

Todavia, o que se apresenta como alternativa propõe um programa econômico de cortes de direitos sociais, de direitos trabalhistas e de direitos civis sem precedentes e que, se alcançar o poder, atingirá cruelmente a todos nós, e em especial a grande parcela da nossa sociedade, que é pobre, negra, feminina, além das minorias historicamente excluídas, perseguidas e massacradas.

Não estamos diante apenas de um projeto político autoritário de sociedade, mas de completo desmonte de serviços públicos, de aprofundamento dos cortes nos investimentos em educação, segurança, saúde, habitação, saneamento básico… em detrimento do favorecimento dos grandes empresários, ruralistas e banqueiros.

Avizinha-se, com o programa econômico que pretende impor Bolsonaro, mais crise e potencialmente uma situação de caos social, com aumento da violência alimentado pelo discurso de ódio, homofóbico, racista, misógino, xenófobo de um sujeito e de uma candidatura que despreza os direitos básicos e fundamentais.

Essa violência política já se concretizou em assassinatos, espancamentos, agressões verbais e ameaças amplamente divulgadas, e que não raro nós aqui somos vítimas também. Cabe por um basta nela.

É de seu conhecimento que, particularmente, tenho motivos de sobra para, tanto como muitos, repudiar o PT, por toda nossa trajetória desde a luta pelo Estatuto dos Profissionais da Educação, passando pela nossa greve de 2015 e posteriormente pelas eleições do sindicato dos servidores; no entanto, chegamos num momento em que precisamos ao menos garantir o direito de lutar pelos nossos direitos, e como é de conhecimento geral, Bolsonaro ameaça banir, prender e eliminar os ativistas (que somos todos nós, eu você, e qualquer um que, militando organizados ou não, saímos às ruas para reivindicar melhores condições de trabalho, de salário, educação de qualidade etc).

Por isso, neste momento, sem arredar centímetro que seja de toda a minha crítica ao petismo, escolho votar pela preservação da civilização contra a barbárie que é representada pelo candidato e pela candidatura de Bolsonaro.

Caso vença Haddad, continuarei sendo oposição, continuarei lutando como sempre lutei pelos nossos direitos e por uma sociedade verdadeiramente justa e igualitária; caso vença Bolsonaro, tb continuarei lutando, porém, a julgar pelas ameaças que este candidato proferiu em toda a sua campanha, no dia da votação do primeiro turno e no discurso do último domingo, sinceramente temo pela minha segurança, pela minha vida e pela vida de tantas pessoas que conheço e conhecemos, pessoas como você, que apenas lutam pelas coisas que acreditam, que fazem greve quando precisa, que é tão trabalhadora e tão ser humano como qualquer um de nós.

Desculpe ter me alongado. Na verdade, não pretendia, mas peço que assim como eu, faça uma reflexão e ajude a derrotar esse projeto nefasto, imensuravelmente muito mais nocivo do que tudo que o petismo possa nos ter feito, ou que possa nos fazer. P

Precisamos recuar um passo, para não retrocedermos 50, 60 anos, tal como pretendido por Bolsonaro. Vidas estão em jogo: a sua, a minha, a nossa e de tantas pessoas… Voto 13, voto Haddad, sem ilusão, mas consciente de que não posso ser conivente com a barbárie anunciada e projetada por Bolsonaro, reconhecidamente admirador de torturadores e de ditaduras.

Deixo abaixo alguns links de notícias importantes para ajudar na reflexão.

Marcelo Gonçalves Siqueira
Diretor Escolar
São Bernardo do Campo

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https://br.noticias.yahoo.com/joaquim-barbosa-declara-voto-em-haddad-pela-primeira-vez-em-32-anos-um-candidato-inspira-medo-135141472.html?

fbclid=IwAR3ZhunNSQX9AHNNJAA4OyRQoKP5OiybJF29xwKmBuGiMEm2z04d2J0dX_0

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https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/rfi/2018/10/26/distancia-entre-candidatos-cai-e-eleitores-contam-porque-desistiram-de-bolsonaro.htm?fbclid=IwAR2dujAbOzljpcs7dFXFFzoDZpGbnkOPa8uwRWJA9eZNGdicS-d8R0vZZV0

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https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/12/politica/1539356381_052616.html?id_externo_rsoc=FB_CC&fbclid=IwAR3y5HFX7lTQeaiTAEfKV9eE7UfRwOe6Dp8kch39F8CaCVGPlTr_woWW1L8

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https://www1.folha.uol.com.br/poder/2018/10/arroubo-autoritario-faz-bolsonaro-perder-eleitores-na-reta-final.shtml?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=compfb&fbclid=IwAR1WpWSumPE_33lBZ0m4nYDsjjhvVV0DoGNiCJWUh2MtsO2rShwFTFpAEtE

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https://brasil.estadao.com.br/blogs/inconsciente-coletivo/budistas-de-verdade-nao-votam-em-bolsonaro/?from=whatsapp&fbclid=IwAR0yXgHYTkNpwUrvzWYTy1GPrS8ecitzDKCSYM8Y-Go4_VcIhzLNaJkfmGc

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“Tragédia” e “autoritarismo”: Economist e Financial Times se voltam contra Bolsonaro na reta final da eleição

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https://catracalivre.com.br/cidadania/marcelo-tas-declara-voto-a-contragosto-em-fernando-haddad/?fbclid=IwAR2y3lwzIhk7J26898nApGh9BDNRIShI8JV8fvD69METjcxvlP3kgLR88kE

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Nossa opinião: Bolsonaro é o pior que nos pode acontecer

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https://veja.abril.com.br/brasil/bolsonaro-na-camara-elogiou-chavez-fujimori-e-pinochet/?fbclid=IwAR3EsGyNPCPn3YBvnYmJ-jBnPUP8ywP32nLpGzIXCUxAFpVxIFCXJQ6BLkU

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https://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,equipe-de-bolsonaro-quer-cobranca-de-mensalidade-em-universidades-federais,70002557697?from=whatsapp&fbclid=IwAR1sj9LBKVmxzzHOTJCsno9gLutHjzuuMn_bhyvMptsQLdqg16cEWGNT-Uk

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https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/24/opinion/1540394956_656180.html?id_externo_rsoc=FB_CC&fbclid=IwAR1GI6Zc1ViHqtC3aZWNG2W203K-C0UzqYh5LsyEh1bCr37EOd_tQNnkmzM

 

 

 

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Noventa e cinco centavos

− Quanto custa?

− Noventa e nove centavos.

Colocou a mão no bolso direito de trás da calça; reparou que estava sem a carteira. Não se preocupou. Com certeza teria caído no banco do carro, como sempre acontecia quando usava aquela calça verde musgo. Enquanto batia as mãos nos bolsos procurando alguma nota perdida, ou moedas do troco da manhã, pensou que não sabia porque ainda usava aquela calça, cuja cor não era das suas preferidas e o pano estava surrado pelo tempo, desbotado de tantas lavagens, ou antes, sabia sim: sentia-se confortável nela, era das poucas que se ajustava bem, não apertava no cós como as demais (e, maior vantagem não existia, podia tirar direto do varal e vesti-la sem se dar ao trabalho de levar ao ferro de passar, o que não era muito de seu costume, pois acreditava que o próprio uso se encarregaria de desamarrotá-las – hipótese em que teimava mesmo que os resultados refutassem a olhos vistos; porém, para seu espírito mais distraído do que prático, isto não era um problema). Sentiu algumas moedas e tirou-as com as pontas dos dedos, uma a uma, transferindo-a para a mão esquerda: dez centavos, cinco centavos, dez centavos, vinte e cinco centavos, outra de vinte e cinco centavos, mais uma de cinco centavos, uma de dez centavos, outra de cinco. Enfiou a mão mais fundo no bolso, apalpou novamente os demais. Era tudo. Entregou as moedas ao balconista.

O balconista era um homem magro e tão alto que era possível jurar que aquele balcão feito quase todo de vidro e com portinholas e tampão de madeira (no qual ele espalhou as moedas depois de as ter virado com um movimento rápido e barulhento semelhante ao de um jogo-de-bafo) fora feito sob medida para ele – os clientes mais baixos chegavam a ter de levantar as pontas dos pés para olhar inteiramente a extremidade do lado de dentro. Os mais comedidos nas gracinhas diziam que da casa de Seu Dedé – assim os poucos próximos chamavam ao balconista – até o estabelecimento costumava-se levar vinte minutos de longa caminhada, mas para o “Pernalta” – como o apelidavam na surdina os menos discretos – bastavam duas pernadas; outros, mais atrevidos e maliciosos, diziam que quando partisse dessa para melhor ao invés de um ataúde iriam descer-lhe os sete palmos dentro do próprio balcão, que paletó de madeira nenhum lhe serviria – e por extensão dessa piada de muito mal gosto e de péssimo agouro, quando saíam de casa pouco antes do almoço para “abrir o apetite”, como se dizia naquele tempo, avisavam as esposas que iriam “molhar o bico na budega do Branca de Neve”. Nada disso escapava ao seu conhecimento, mas ele, ainda que se se importasse (nunca viríamos a saber), jamais esboçara qualquer reação ou protesto.

Metódico, o balconista primeiro separou as moedas pelos valores; depois passou-as a contar, balbuciando os cálculos que fazia mentalmente.

− Está faltando cinco centavos – afirmou com um tom seco na voz, sem levantar os olhos, enquanto cofiava as pontas do bigode.

− Não senhor! Faltam apenas quatro centavos. – respondeu o homem da calça verde musgo.

− Pois sim. Que seja. Você precisa completar. O caixa não pode ficar negativo –, retrucou o balconista, ainda sem se dar ao trabalho de levantar a cabeça, enquanto pegava a tampa de uma caneta esferográfica que estava sob o balcão e passava a coçar um dos ouvidos.

– Ora, mas o senhor não vai fazer caso de quatro centavos… ou vai? Porque, se fosse o contrário, sabe…

Numa expressão que revelava uma certa contradição em seu humor, e sem dizer uma palavra, o balconista arcou as sobrancelhas grossas e agrisalhadas e em seguida franziu a testa; com um peteleco jogou a tampa da caneta para o lado e, segurando o pacote com uma das mãos junto ao peito e com a outra esticada, levantou e abaixou rapidamente os dedos, por três vezes. Ao observar esta cena, um rapaz levemente estrábico e uma moça pálida, que seguiam na fila de mãos dadas, olharam um para o outro e trocaram risinhos espontâneos, pois a cena lhes remeteu a um filme que haviam assistido no cinema na noite anterior.

A fila crescia e, junto com ela, a impaciência dos que aguardavam. Naqueles breves segundos, os clientes pareciam ter a sensação de que estavam meses à espera de serem atendidos e, a princípio, na forma de cochichos e depois em tons que não deixavam dúvidas do que estavam palestrando, começaram a comentar a situação entre si.

O da calça verde-musgo coçou a nuca e tornou a vasculhar os bolsos. Pensou em pedir que o balconista o aguardasse ir até o carro buscar sua carteira, mas diante do crescente burburinho, desistiu da ideia.

− Vamos, meu filho, o arroz está no fogo… – reclamou quase para si mesma uma senhora de cabelo com meio-coque e trajando um vestido de estampa cujo corte lembrava o de uma cortina de sala-de-estar.

− Ora, ora, deve estar achando que só tem ele para ser atendido. – respondeu o senhor de óculos com aros tão redondos quanto as próprias bochechas, em tom baixinho e esticando o pescoço em direção à senhora do meio-coque, que estava logo à sua frente.

Usando uma camiseta regata branca muito apertada para sua barriga avantajada e que também contrastava com o clima frio, um barbudo que acabara de entrar na fila e mal sabia o que estava acontecendo, decidiu esquentar o tempo e, batendo palmas compassadamente, soltou uma voz forte e grave que inundou o ambiente e teria afogado todos os presentes, se ela fosse a ressaca do mar, cujas ondas quebravam nas areias, para lá do outro lado da rua.

− Como é? Como é que é? É pra hoje ou pra amanhã?!

Com um Walkman preso à cintura e um fone de ouvido que tocava uma música bastante ruidosa, o próximo da fila parecia selecionar, de dentro de uma pochete volumosa e colorida, uma fita para substituir a que estava chegando ao fim. Não que não tenha percebido o que se passava, mas era o único que permanecia numa tranquilidade que beirava a indiferença. Às vezes olhava para um lado, olhava para o outro, olhava para trás, talvez observando o movimento ou à espera da chegada de alguém; às vezes puxava um pouco mais para baixo a aba do boné. Certamente estava ocupado com outros pensamentos.

O que estava em atendimento mais uma vez afundou o quanto pode as duas mãos, como se tentasse entrar com o corpo inteiro dentro dos bolsos da calça. Para seu alívio repentino, sentiu no pequeno bolso um corpo redondo, frio e metálico; ficou feliz, pois era a tábua de salvação que precisava naquele mar de vergonha no qual estava se afogando ao ser atirado aos tubarões pelo homem do vozeirão, que além de tudo tinha jeito de marujo – ao tirar do bolso, constatou que era a medalhinha de Santo Onofre, que naquele dia guardara no bolso, pois sua corrente havia quebrado.

Sem dizer uma palavra, virou as costas e saiu, sob olhares acusadores, deixando para trás o balconista com o pacote nas mãos e os noventa e cinco centavos em cima do balcão.

[M.S. – Julho de 2018]